Arreda aí

“Primo” elétrico do Renault Kwid corta custos com solução diferente

A Dacia, “primo” elétrico da Renault, encontrou uma forma diferente de reduzir o preço do novo Spring na Europa. Em vez de instalar uma central multimídia tradicional, a marca decidiu transformar o próprio smartphone do motorista na principal interface de conectividade do carro.

A estratégia ajudou a colocar o elétrico entre os modelos mais baratos do mercado europeu. Produzido na Eslovênia, o Spring parte de 17.900 euros, cerca de R$ 107 mil em conversão direta.

Celular faz o papel da central multimídia no primo elétrico da Renault

A principal novidade está no chamado Media Control.

O sistema dispensa a tela multimídia integrada ao painel e utiliza o celular do proprietário como interface para navegação, músicas, rádio e chamadas.

O smartphone fica preso em um suporte próprio no console central e pode ser conectado aos comandos do volante.

Dessa forma, algumas funções podem ser controladas sem que o motorista precise interagir diretamente com a tela do aparelho durante a condução.

Dacia/Divulgação

Dacia também simplificou outros itens no primo elétrico da Renault

A retirada da central multimídia não foi a única solução adotada para reduzir custos.

O Spring também utiliza partida por chave convencional, vidros traseiros basculantes e rodas de aço com calotas bicolores.

Mesmo assim, a versão de entrada não é completamente básica.

O modelo mantém ar-condicionado, vidros dianteiros elétricos, freio de estacionamento eletrônico e painel de instrumentos digital de 7 polegadas.

A estratégia lembra soluções já utilizadas em carros populares vendidos no Brasil, como Fiat Mobi e Ford Ka, que também recorreram ao smartphone como alternativa à central multimídia em algumas configurações.

Novo Spring usa plataforma diferente

A nova geração do Dacia Spring passou a utilizar a plataforma RGEV Small.

Essa arquitetura também aparece no novo Renault Twingo e representa uma mudança importante em relação ao projeto anterior.

Além disso, o compacto cresceu em dimensões, embora continue voltado principalmente ao uso urbano.

A nova base também permitiu atualizar o conjunto elétrico.

Motor elétrico entrega 82 cv

O Spring utiliza um motor elétrico instalado no eixo dianteiro.

A potência chega a 82 cv.

A bateria é do tipo LFP e possui 27,5 kWh de capacidade.

Segundo o ciclo WLTP, a autonomia pode alcançar 250 km.

O número reforça a proposta urbana do modelo, que prioriza baixo custo, simplicidade e eficiência em vez de grandes baterias ou desempenho elevado.

Spring aposta no essencial para custar menos

A Dacia segue uma estratégia bastante clara com o novo elétrico.

Em vez de adicionar mais telas e equipamentos para aumentar a sensação de tecnologia, a fabricante retirou componentes considerados dispensáveis e aproveitou recursos que o próprio motorista já carrega no bolso.

O resultado é um carro elétrico com preço inicial de 17.900 euros, mantendo itens básicos de conforto e um conjunto de 82 cv com até 250 km de autonomia.

A solução mostra que, para baratear um elétrico, nem sempre é necessário mexer apenas na bateria ou no motor. Às vezes, reduzir custos passa também por repensar equipamentos que se tornaram padrão nos carros atuais.

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