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Volkswagen Tukan híbrida é confirmada pelo CEO; veja o que já sabemos

A Volkswagen Tukan híbrida está confirmada para o mercado brasileiro. A futura picape será o primeiro modelo eletrificado da marca produzido no país e fará parte de uma nova fase da fabricante, que pretende ampliar rapidamente a presença de sistemas híbridos em seus veículos nacionais.

A confirmação veio do próprio CEO da Volkswagen no Brasil, Ciro Possobom. O executivo revelou que a Tukan terá uma configuração eletrificada, embora vários detalhes importantes — como potência, bateria e funcionamento exato do conjunto — ainda permaneçam em segredo.

Volkswagen Tukan terá sistema híbrido leve

Ciro Possobom confirmou que a picape terá uma versão MHEV, sigla utilizada para híbrido leve.

A Tukan começa a ser vendida no primeiro semestre de 2027 e será o primeiro Volkswagen eletrificado produzido no Brasil.

Por enquanto, a fabricante não revelou se o sistema utilizará arquitetura de 48 Volts nem informou qual será o motor a combustão associado à eletrificação.

Portanto, é importante separar aquilo que já foi confirmado das tecnologias que a Volkswagen possui em outros mercados e que podem servir como referência para o projeto brasileiro.

Volkswagen Tukan – Foto: divulgação

O que significa ser um híbrido MHEV?

O híbrido leve representa uma das formas mais simples de eletrificação.

Nesse tipo de sistema, um motor elétrico auxilia o conjunto a combustão principalmente em situações como partidas e acelerações, além de recuperar energia durante desacelerações.

A proposta é aliviar determinadas funções do motor convencional para reduzir consumo e emissões.

Normalmente, o ganho de economia é menor do que em um híbrido pleno (HEV) ou híbrido plug-in (PHEV).

O MHEV também utiliza uma bateria bem menor do que aquela encontrada nos carros híbridos plug-in, dispensando recarga em tomada.

Volkswagen Tukan — Foto: divulgação/Volkswagen
Volkswagen Tukan — Foto: divulgação/Volkswagen

Volkswagen prepara diferentes níveis de eletrificação

A confirmação da Tukan faz parte de um planejamento maior.

A Volkswagen já havia anunciado que seus novos modelos desenvolvidos e produzidos no Brasil passariam a contar com algum tipo de eletrificação.

O plano inclui três tecnologias:

  • híbrido leve MHEV;
  • híbrido pleno HEV;
  • híbrido plug-in PHEV.

A Tukan inaugura esse processo na produção nacional usando justamente a primeira alternativa.

No mercado brasileiro, a tecnologia MHEV já está presente em diferentes veículos. A Stellantis, por exemplo, utiliza sistemas de 12V em modelos como Fiat Pulse, Fastback, Peugeot 208, 2008 e Jeep Avenger, enquanto alternativas de 48V aparecem em produtos como Toro, Renegade e Commander.

Audi A5 mostra sistema mais avançado do grupo

Dentro do próprio Grupo Volkswagen existe uma solução que ajuda a mostrar até onde um híbrido leve pode evoluir.

O Audi A5 utiliza um sistema MHEV de 48V no qual a parte elétrica tem participação maior na movimentação do veículo.

O motor elétrico entrega 24 cv e 23,5 kgfm, utilizando uma bateria de 1,7 kWh.

Ele fica integrado à região da transmissão DSG e pode auxiliar durante as trocas de marcha.

O sistema também permite utilizar a eletricidade em situações específicas de baixa velocidade.

Isso não significa, porém, que a Volkswagen Tukan utilizará exatamente essa tecnologia. A fabricante ainda não revelou a arquitetura da picape brasileira.

Motor 1.5 TSI aparece como referência

Outro caminho possível pode ser observado nos modelos mais recentes apresentados pela Volkswagen no exterior.

Golf e T-Roc receberam uma nova configuração híbrida associada ao motor 1.5 TSI.

Nesse sistema, a potência chega a 170 cv, com participação de dois motores elétricos alimentados por uma bateria de 1,6 kWh.

O funcionamento é mais sofisticado e pode variar conforme a situação.

Em velocidades menores, há possibilidade de tração elétrica. Em outras condições urbanas, o motor a combustão pode trabalhar para gerar energia enquanto a parte elétrica assume a movimentação.

Quando mais desempenho é necessário, os dois sistemas trabalham conjuntamente.

Novamente, esses números pertencem aos modelos europeus e não foram confirmados para a Tukan.

Golf híbrido mostra potencial de economia

Os números divulgados para os modelos europeus ajudam a mostrar por que a Volkswagen está investindo em eletrificação.

O Golf Hybrid registra consumo declarado de 21,7 km/l na cidade e 19,6 km/l na estrada com gasolina.

Já o Golf 1.5 eTSI, que utiliza uma solução híbrida leve, alcança 19,6 km/l no ciclo urbano e 17,2 km/l no rodoviário.

O eTSI trabalha com 150 cv e 25,5 kgfm, enquanto a configuração híbrida mais avançada chega aos 170 cv.

No T-Roc Hybrid, a fabricante divulga números próximos de 18 km/l na cidade e até 20 km/l em determinadas condições de uso.

Esses resultados seguem padrões de medição estrangeiros e, portanto, não podem ser projetados diretamente para uma futura Tukan brasileira.

Como será a Tukan híbrida?

Essa continua sendo a principal pergunta.

A única certeza neste momento é que a Volkswagen Tukan terá uma versão MHEV e será o primeiro carro eletrificado da marca produzido no Brasil.

A Volkswagen ainda precisa confirmar tensão do sistema, capacidade da bateria, motor, potência, torque e dados de consumo.

A fabricante possui tecnologias de 48V dentro do próprio grupo e também sistemas associados ao 1.5 TSI no exterior, mas não anunciou qual solução será adaptada à picape nacional.

Com chegada prevista para o primeiro semestre de 2027, a Tukan terá papel importante não apenas na disputa entre as picapes, mas também na nova estratégia de eletrificação da Volkswagen no Brasil.

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