O Honda NSX ligado a Ayrton Senna está voltando aos holofotes por causa de um leilão milionário em Londres.
Porém, a parte mais interessante dessa história aconteceu antes de o piloto receber seu carro pessoal.
Durante o desenvolvimento do esportivo, Senna testou um protótipo e considerou que a estrutura precisava de mais rigidez.
O retorno foi levado a sério. De acordo com o histórico reunido pela RM Sotheby’s, a Honda aumentou a rigidez do chassi em cerca de 50%.
Além disso, ela refinou a suspensão antes de colocar o NSX nas ruas.
O feedback de Senna aconteceu durante o desenvolvimento
Senna não atuou como engenheiro responsável pelo projeto, mas sua experiência com carros de competição deu à Honda uma referência fora do padrão.
O objetivo do NSX era complicado: enfrentar esportivos europeus em desempenho sem perder a facilidade de uso que a marca japonesa queria oferecer no dia a dia.
Uma carroceria mais rígida ajuda a suspensão a trabalhar com maior previsibilidade.
O aumento de aproximadamente 50% não significa simplesmente deixar o carro “mais duro”. Rigidez estrutural e conforto são coisas diferentes.
A estrutura mais firme cria uma base estável para que a suspensão seja calibrada com mais precisão.

O NSX pessoal veio depois dessa contribuição
Já em 1991, a relação entre Senna e a Honda resultou também no uso pessoal de exemplares do NSX.
O carro vermelho que irá a leilão foi disponibilizado pela Honda de Portugal e registrado em 22 de março daquele ano.
O exemplar era guardado em Lisboa e entregue ao piloto quando ele estava no país.
Ele aparece em imagens conhecidas, incluindo a fotografia em que Senna lava o carro com uma mangueira, e foi usado pelo brasileiro em deslocamentos ligados ao Grande Prêmio de Portugal de 1991.

Leilão estima até 800 mil libras pelo carro
A RM Sotheby’s programou a venda para 31 de outubro de 2026, em Londres.
A estimativa vai de 500 mil a 800 mil libras, faixa que coloca o carro entre os exemplares de NSX mais valiosos associados ao automobilismo.
O preço final dependerá dos interessados no leilão, mas a história explica por que o exemplar atrai atenção muito além da quilometragem, do motor ou do estado de conservação.
Ele representa uma conexão física com Senna e, ao mesmo tempo, reacende a lembrança de que o brasileiro ajudou a mudar o comportamento do NSX antes mesmo de o carro chegar às ruas.
O legado não está apenas no carro que Senna dirigiu
O leilão deve transformar o exemplar vermelho em peça de coleção, porém o efeito mais duradouro da relação de Senna com o NSX está nos carros produzidos em série.
A alteração de rigidez e o refinamento da suspensão passaram a fazer parte do projeto que chegou aos consumidores.
Por isso, a influência do piloto não ficou restrita ao valor de um automóvel com proprietário famoso.
Ela entrou na engenharia de um esportivo que se tornou referência para a Honda e ajudou a mostrar que um supercarro podia combinar desempenho, confiabilidade e uso cotidiano.

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