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Regra dos 70% pode enganar no posto: veja a conta com o consumo real do seu carro

Regra dos 70% pode enganar no posto: veja a conta com o consumo real do seu carro

A conta mais conhecida para escolher entre etanol e gasolina diz que o biocombustível compensa quando custa até 70% do preço da gasolina.

Ela funciona como referência rápida, porém não é uma regra universal para todo carro flex.

Em agosto de 2026, por exemplo, o etanol custou em média R$ 4,13 no Brasil, contra R$ 6,73 da gasolina. A relação ficou em 61,4%, cenário confortável para o etanol pela conta tradicional.

Mesmo assim, o motorista pode chegar a um resultado mais preciso usando o consumo real do próprio veículo.

Por que 70% não serve igual para todos os carros?

O etanol costuma render menos quilômetros por litro. A diferença de eficiência, contudo, muda conforme motor, calibração, trânsito, pneus, carga e estilo de condução.

Poso de gasolina, bomba de etanol
Imagem: Reprodução

Por isso, dois carros abastecidos no mesmo posto podem ter pontos de equilíbrio diferentes.

Se um modelo faz 8 km/l com etanol e 11 km/l com gasolina, por exemplo, a relação de eficiência é de aproximadamente 72,7%.

Nesse caso, o etanol pode continuar competitivo mesmo um pouco acima dos 70% tradicionais.

Faça a conta em três passos

  1. Anote o consumo médio do seu carro com etanol.
  2. Anote o consumo médio com gasolina em condições semelhantes.
  3. Divida o consumo com etanol pelo consumo com gasolina e transforme o resultado em percentual.

Esse percentual vira o seu ponto de referência. Depois, divida o preço do etanol pelo preço da gasolina no posto.

Se a relação de preços ficar abaixo da relação de consumo do seu carro, o etanol tende a entregar menor custo por quilômetro.

Preço regional também muda a decisão

A média nacional pode esconder diferenças grandes. Em agosto, São Paulo registrou etanol médio de R$ 3,80, enquanto no Norte o combustível ficou bem mais caro.

Nessa região, a relação com a gasolina chegou perto de 71,6%.

Isso mostra por que a conta deve ser refeita a cada abastecimento, principalmente quando os dois combustíveis estão próximos do ponto de equilíbrio.

Uma diferença de poucos centavos pode inverter a escolha.

A regra dos 70% continua útil para uma decisão rápida.

Porém, quem acompanha o computador de bordo ou calcula o consumo tanque a tanque consegue uma referência muito mais próxima da realidade do próprio carro.

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