O Caoa Changan CS55 chegou ao Brasil com duas propostas mecânicas bastante diferentes.
As versões Prime e Infinity utilizam motor 1.5 turbo flex sem eletrificação, enquanto o PHEV acrescenta motor elétrico, bateria de maior capacidade e um sistema híbrido plug-in.
Na prática, isso cria uma diferença considerável nos números de consumo e também na forma como cada versão deve ser utilizada no dia a dia.
Quanto faz por litro o Changan CS55 1.5 turbo?
Nas versões Prime e Infinity, o CS55 utiliza motor 1.5 TGDI BlueCore flex de quatro cilindros.
O conjunto entrega 180 cv e 29,2 kgfm de torque.
A transmissão é automatizada de dupla embreagem com sete marchas.
Com gasolina, os números homologados pelo Inmetro são de 10,4 km/l na cidade e 12,1 km/l na estrada.
Com etanol, o consumo cai para 7,3 km/l no ciclo urbano e 8,3 km/l no rodoviário.
Mesmo sem eletrificação, o desempenho continua sendo um dos pontos fortes.
Segundo a Caoa Changan, o SUV acelera de 0 a 100 km/h em 8,1 segundos.

E o consumo do CS55 PHEV?
Na versão híbrida plug-in, a proposta do CS55 muda bastante.
O motor 1.5 turbo flex passa a trabalhar em conjunto com um propulsor elétrico e uma transmissão DHT.
O sistema entrega 286 cv e 47 kgfm de torque.
A tração continua dianteira.
A bateria possui 18,4 kWh de capacidade e permite percorrer até 76 km somente no modo elétrico, segundo o Inmetro.
Com gasolina, o PBEV registra 42,2 km/l na cidade e 33,5 km/l na estrada.
Os números com etanol ainda não foram divulgados.
CS55 PHEV realmente faz 42,2 km/l?
Não da mesma maneira que um carro convencional.
Como o CS55 PHEV pode ser carregado na tomada, a medição leva em consideração parte do percurso realizada utilizando a energia armazenada na bateria.
Durante esse trecho, o motor a combustão pode trabalhar menos ou até permanecer desligado.
Por isso, os 42,2 km/l representam um índice de eficiência considerando o funcionamento conjunto do sistema híbrido e a bateria carregada.
Depois que a energia elétrica disponível diminui, o resultado tende a mudar.
Forma de uso faz diferença
Nos híbridos plug-in, a rotina do motorista interfere diretamente no consumo.
Quem consegue recarregar o veículo com frequência e percorre trajetos dentro dos 76 km de autonomia elétrica pode utilizar muito menos combustível.
Já em viagens mais longas ou quando a bateria está com pouca carga, o motor a combustão terá participação maior.
Por isso, o consumo real do CS55 PHEV pode variar bastante de acordo com distância percorrida, frequência de recarga e condições de utilização.
Autonomia combinada do CS55 chega a 1.200 km
Com o tanque cheio e a bateria carregada, a Caoa Changan informa autonomia combinada de até 1.200 km para o CS55 PHEV.
O modelo também utiliza o sistema iE-M, responsável por administrar o funcionamento do motor elétrico, do propulsor a combustão e da regeneração de energia.
Na comparação direta, Prime e Infinity apresentam números mais fáceis de reproduzir no uso convencional.
O PHEV pode gastar muito menos combustível, mas aproveita melhor essa vantagem quando o proprietário mantém a bateria carregada e utiliza com frequência a autonomia elétrica disponível.