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BYD Dolphin Mini muda radicalmente e mira dois problemas da geração atual

A nova geração do BYD Dolphin Mini vai mudar muito além do visual. A BYD revelou novas informações do elétrico e confirmou alterações importantes em dois pontos que recebem críticas no modelo atual: a suspensão traseira e o espaço para bagagens.

O hatch ficará 42 cm mais comprido, adotará suspensão independente multilink e passará a ter motor elétrico no eixo traseiro. A nova arquitetura também permitirá criar um compartimento para bagagens sob o capô, solução que já aparece no rival Geely EX2.

Suspensão traseira do BYD Dolphin Mini muda completamente

A BYD decidiu abandonar o atual eixo de torção na traseira e utilizar uma suspensão independente do tipo multilink.

A mudança tenta resolver uma das principais ressalvas feitas ao Dolphin Mini. Proprietários das primeiras unidades criticaram principalmente a calibração muito macia, que podia provocar movimentos excessivos da carroceria em determinadas condições.

A fabricante já havia alterado a calibração da suspensão a partir da linha 2026. Na nova geração, porém, a solução será estruturalmente diferente.

O Dolphin Mini também ganhará pneus mais largos. A nova configuração utiliza medidas 205/60, com rodas de liga leve de 16 polegadas. O modelo atual vendido no Brasil utiliza pneus 175/55 R16.

Quer saber mais detalhes sobre o BYD Dolphin Mini? Assista ao vídeo abaixo:

Porta-malas do BYD Dolphin Mini também deve crescer

O segundo problema que a BYD pretende atacar é o espaço para bagagens.

Atualmente, o Dolphin Mini oferece 230 litros no porta-malas. A fabricante ainda não informou oficialmente a capacidade da nova geração, mas o crescimento significativo da carroceria deve permitir um compartimento maior.

O novo modelo terá 4,20 metros de comprimento, 1,81 m de largura, 1,57 m de altura e 2,65 m de entre-eixos.

O Dolphin Mini atual mede 3,78 m de comprimento, 1,71 m de largura, 1,58 m de altura e 2,50 m entre os eixos. Portanto, a nova geração ganha 42 cm no comprimento, 10 cm na largura e 15 cm no entre-eixos.

Além do porta-malas traseiro maior, o carro passará a aproveitar a área sob o capô para acomodar bagagens.

Motor do BYD Dolphin Mini vai para trás e potência sobe

A criação desse espaço dianteiro será possível porque a BYD vai realocar o motor elétrico para o eixo traseiro.

Com isso, o Dolphin Mini também abandona a tração dianteira e passa a usar tração traseira, característica que hoje aparece no Geely EX2 entre os compactos elétricos da mesma faixa de mercado.

A potência também sobe bastante. O motor atual de 75 cv dará lugar a uma unidade de 129 cv, um aumento de 54 cv.

A velocidade máxima passa de 130 para 150 km/h.

A BYD ainda não revelou oficialmente, segundo as informações apresentadas, a capacidade da bateria e a autonomia dessa configuração. Como referência, o Dolphin Mini atualmente vendido no Brasil chega a utilizar bateria de 38 kWh e autonomia de 280 km pelo Inmetro.

BYD Dolphin Mini  -  Foto ReproduçãoMIIT
BYD Dolphin Mini – Foto ReproduçãoMIIT

Cabine do BYD Dolphin Mini também será completamente diferente

O interior seguirá uma proposta mais minimalista.

A nova geração deixará de ter um painel de instrumentos convencional à frente do motorista. As principais informações serão concentradas na central multimídia, solução semelhante à utilizada no Volvo EX30.

As imagens também mostram ajuste elétrico para o banco do motorista e comandos físicos no console central e na porta.

Outra novidade aparece no teto. O Dolphin Mini terá sensor LiDAR, que dará suporte ao pacote de assistência à condução God’s Eye B da BYD.

Quando o novo Dolphin Mini chega ao Brasil?

A nova geração chegará primeiro ao mercado chinês e depois avançará para outros países.

No Brasil, a previsão é de lançamento por volta de meados de 2028, conforme informação confirmada por Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD.

Até lá, o modelo atual continuará no mercado. A nova geração, porém, mostra que a BYD pretende transformar profundamente o Dolphin Mini, principalmente ao atacar dois pontos importantes do projeto atual: o comportamento da suspensão traseira e o espaço disponível para bagagens.

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