O BYD Dolphin SE evoluiu justamente em um dos pontos que mais influenciam a experiência a bordo: a tecnologia. A nova central multimídia está mais rápida, ganhou serviços do Google e melhor integração com smartphones, enquanto o painel de instrumentos ficou maior e mais funcional.
Nem tudo, porém, acompanhou essa evolução. O porta-malas continua sendo uma limitação importante. Com apenas 250 litros, o elétrico fica atrás até de hatches compactos menores e muito distante de um de seus principais concorrentes, o Geely EX2.
BYD Dolphin SE ganha multimídia de 12,8 polegadas
A central multimídia continua com 12,8 polegadas, mas passou por mudanças relevantes.
Uma delas é o fim da função que permitia girar fisicamente a tela. Em compensação, o novo display apresenta respostas mais rápidas aos comandos.
A evolução mais importante está no software. O sistema operacional agora incorpora o ecossistema do Google, reduzindo consideravelmente os travamentos observados anteriormente.
Apple CarPlay e Android Auto também funcionam sem fio e têm conexão praticamente imediata.
Para quem utiliza o carro diariamente, essas mudanças podem ser mais importantes do que simplesmente aumentar o tamanho da tela.
Interface do BYD Dolphin SE agora pode ser personalizada
O sistema também ficou mais flexível.
O motorista consegue organizar alguns elementos da interface e deixar os aplicativos ou funções mais utilizados fixados na barra inferior da multimídia.
Isso diminui a quantidade de comandos necessários para encontrar recursos usados frequentemente.
A mudança segue uma tendência cada vez mais presente nos carros modernos: transformar a central multimídia em uma extensão do smartphone, mas sem obrigar o motorista a navegar por vários menus para realizar tarefas simples.
Painel digital do BYD Dolphin SE cresce de 5 para 8,8 polegadas
Outra evolução importante aconteceu atrás do volante.
O pequeno painel digital de 5 polegadas foi substituído por uma tela de 8,8 polegadas.
O ganho não está apenas nas dimensões.
A área maior facilita a leitura das informações e permite apresentar mais dados sem deixar a visualização carregada.
Além disso, o quadro de instrumentos agora consegue receber informações de aplicativos de navegação.
Waze e Google Maps aparecem no painel do BYD Dolphin SE
Aplicativos como Waze e Google Maps podem ter informações exibidas diretamente no quadro de instrumentos.
Na prática, o motorista consegue acompanhar orientações de navegação sem precisar concentrar toda a atenção na multimídia central.
Isso também libera a tela de 12,8 polegadas para outras funções durante o trajeto.
É uma alteração relativamente simples, mas que melhora bastante a utilização do sistema, especialmente para quem depende constantemente de aplicativos de mapas nos deslocamentos urbanos.
Porta-malas de 250 litros do BYD Dolphin SE é o maior problema
Se a tecnologia avançou, o espaço para bagagens continua sendo um dos pontos mais frágeis do BYD Dolphin SE.
São apenas 250 litros de capacidade.
Para comparação, o Dolphin Mini, que ocupa uma categoria inferior, oferece 230 litros. Ou seja, a diferença é de somente 20 litros.
O problema fica ainda mais evidente quando o Dolphin é colocado diante de alguns concorrentes.
O Citroën C3, por exemplo, possui 315 litros, apesar de ser um hatch compacto.
Isso representa 65 litros adicionais em relação ao elétrico da BYD.

Geely EX2 abre vantagem ainda maior
A comparação com o Geely EX2 é ainda menos favorável para o Dolphin SE.
O rival oferece 375 litros no porta-malas traseiro, uma vantagem de 125 litros.
Além disso, o Geely possui um compartimento dianteiro de outros 70 litros.
Somando os dois espaços, são 445 litros disponíveis para bagagens e pequenos objetos, contra os 250 litros do Dolphin SE.
Naturalmente, a distribuição desses compartimentos é diferente, mas os números mostram como o espaço para carga pode pesar para famílias ou usuários que viajam com frequência.
Estepe de série pode compensar para alguns compradores
O Dolphin SE, porém, possui uma vantagem importante: o estepe faz parte da configuração de série.
Em um mercado no qual algumas fabricantes substituem a roda sobressalente por kits de reparo, sua presença pode ser valorizada principalmente por quem costuma realizar viagens.
O estepe também ajuda a explicar parte da ocupação do compartimento traseiro.
Proprietários de outros Dolphin e Dolphin Mini chegaram a buscar maneiras alternativas de reposicionar a roda sobressalente para liberar espaço.
Alteração no estepe não é recomendada pela BYD
Alguns proprietários têm aproveitado furos existentes na estrutura do veículo, originalmente utilizados durante o processo de fabricação, para instalar suportes e colocar o estepe sob o carro.
A modificação permite liberar espaço dentro do porta-malas.
A BYD, entretanto, não recomenda essa adaptação.
Além de os pontos não terem sido desenvolvidos especificamente para essa finalidade, existe risco de desprendimento da roda, transformando uma tentativa de ganhar espaço em um potencial problema de segurança.
Tecnologia melhora, mas espaço continua pesando
O BYD Dolphin SE avançou bastante na experiência digital.
Multimídia mais responsiva, Google integrado, Android Auto e Apple CarPlay sem fio e painel de 8,8 polegadas com informações de navegação corrigem algumas limitações da configuração anterior.
O porta-malas, porém, continua sendo um argumento difícil de ignorar.
Os 250 litros podem ser suficientes para uso urbano e para quem normalmente viaja com pouca bagagem, mas ficam abaixo do que concorrentes e até carros menores conseguem oferecer.
Por isso, o Dolphin SE evolui onde o motorista mais interage com o carro, mas ainda exige concessões de quem precisa aproveitar melhor o espaço interno.

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