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Fiat Mobi Trekking encosta nos R$ 90 mil: ainda vale a pena comprar?

O Fiat Mobi Trekking chegou a um ponto curioso no mercado brasileiro. A versão mais cara do subcompacto custa R$ 87.990 e já encosta nos R$ 90 mil, mesmo sendo um projeto lançado em 2016.

Hoje, quase 98% dos emplacamentos do Mobi acontecem por venda direta, destinada a CNPJs, locadoras, frotistas e empresas. Isso mostra como o perfil do carro mudou ao longo dos últimos anos.

Mesmo assim, ele continua disponível para o consumidor comum. A dúvida é simples: ainda faz sentido escolher um Mobi Trekking para uso pessoal?

Fiat Mobi Trekking custa R$ 87.990

A versão Trekking custa apenas R$ 2 mil a mais que a Like.

Por fora, ela adiciona racks de teto, pintura em dois tons e teto preto. A altura livre do solo de 18,9 cm também ajuda no uso urbano, principalmente em ruas esburacadas e lombadas.

O problema aparece quando a proposta vai além de deslocamentos curtos.

O porta-malas do Fiat Mobi oferece apenas 200 litros. Em compras maiores, o espaço pode obrigar o motorista a utilizar parte do banco traseiro.

Espaço interno do Fiat Mobi continua limitado

O entre-eixos de 2,30 metros deixa pouco espaço para as pernas na segunda fileira.

Pessoas com mais de 1,75 m podem encontrar dificuldade para se acomodar atrás, principalmente quando os bancos dianteiros estão posicionados mais para trás.

O passageiro central também perde espaço por causa do porta-objetos instalado no console.

Na dianteira, o volante não oferece ajuste de profundidade, o que reduz as possibilidades de encontrar uma posição de condução ideal.

Pacote opcional do Fiat Mobi custa quase R$ 3 mil

Alguns equipamentos interessantes aparecem apenas em um pacote adicional de quase R$ 3 mil.

Ele inclui rodas de liga leve, sensores de estacionamento traseiros, faróis de neblina, abertura interna do porta-malas e da tampa do combustível.

O pacote também adiciona rebatimento automático do retrovisor direito ao engatar a ré e revestimento parcial do porta-malas.

Tamanho pequeno do Fiat Mobi ajuda na cidade

O Mobi continua tendo uma vantagem difícil de ignorar: é muito fácil estacionar.

As dimensões compactas ajudam em vagas apertadas, estacionamentos de shopping e ruas movimentadas.

O ar-condicionado do Fiat Mobi também consegue resfriar a cabine rapidamente, favorecido pelo espaço interno reduzido.

Suspensão é um dos melhores pontos do Fiat Mobi

A suspensão usa McPherson na dianteira e eixo de torção com molas helicoidais atrás.

O destaque está na calibração.

O conjunto consegue absorver bem buracos e irregularidades sem transmitir tanto impacto para os ocupantes, algo importante em um carro voltado principalmente ao uso urbano.

Motor Firefly melhorou consumo e desempenho

O antigo motor 1.0 Fire foi substituído pelo 1.0 Firefly.

Agora, o Mobi entrega 75 cv e 10,5 kgfm de torque com câmbio manual de cinco marchas.

Com etanol, o consumo é de 9,8 km/l na cidade e 10,6 km/l na estrada. Com gasolina, chega a 14 km/l no uso urbano e 15,1 km/l rodoviário.

O 0 a 100 km/h acontece em 14,7 segundos, apenas 0,2 segundo melhor que antes.

Mobi Trekking ainda vale a pena?

O Mobi continua sendo funcional para quem busca um carro pequeno, econômico, barato de manter e fácil de estacionar.

Por outro lado, os R$ 87.990 pesam quando entram na conta espaço interno, porta-malas reduzido, conforto e nível de equipamentos.

A versão Trekking melhora o visual e mantém uma boa suspensão para a cidade. Mesmo assim, o projeto com dez anos de mercado começa a mostrar suas limitações com mais clareza quando o preço se aproxima dos R$ 90 mil.

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