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GAC estuda parceria com rival chinesa para enfrentar avanço da BYD

A GAC pode ganhar uma nova parceira de peso na China. A fabricante assinou um acordo com a FAW que prevê troca de participações acionárias e maior aproximação entre as duas empresas, em um movimento pensado para reduzir custos e enfrentar a pressão crescente de marcas como BYD e Geely.

A ideia é aumentar a eficiência das operações e diminuir os efeitos da queda de rentabilidade enfrentada pelas duas companhias no mercado chinês.

GAC e FAW avançam em acordo

O acordo prevê que as duas fabricantes passem a compartilhar participações em empresas controladas por ambas.

Ao final desse processo, a FAW deverá se tornar a segunda maior acionista da GAC.

Ao mesmo tempo, a estrutura acionária da FAW também deverá receber participação ligada à fabricante dos elétricos Aion, pertencente à GAC.

O movimento aproxima duas grandes companhias chinesas que, até então, atuavam de forma independente.

Parcerias com marcas estrangeiras perderam força

Parte da pressão sobre GAC e FAW está relacionada às joint ventures mantidas há anos com fabricantes estrangeiras.

Durante muito tempo, essa estrutura foi uma das principais portas de entrada para marcas internacionais no mercado chinês.

A FAW mantém operações conjuntas com Volkswagen e Toyota.

Já a GAC possui parcerias com Honda e também com a própria Toyota.

O problema é que essas marcas estrangeiras perderam participação no mercado chinês nos últimos anos, o que reduziu a contribuição dessas joint ventures para os resultados das fabricantes locais.

BYD e Geely ampliaram a pressão

Ao mesmo tempo, empresas chinesas independentes cresceram de maneira acelerada.

BYD e Geely estão entre os principais exemplos, enquanto marcas como Leapmotor também passaram a conquistar espaço.

Esse avanço dificultou a reação de GAC e FAW com suas próprias marcas.

Mesmo tendo operações grandes e capacidade industrial relevante, as duas fabricantes passaram a enfrentar mais pressão para reduzir custos e melhorar a eficiência.

Fábricas e tecnologias podem ser compartilhadas

O novo acordo pode abrir espaço para uma integração maior entre as estruturas das duas empresas.

Uma das possibilidades é otimizar fábricas hoje subutilizadas, reduzindo capacidade ociosa e, eventualmente, unificando determinadas operações industriais.

O compartilhamento de tecnologias e componentes também entra nessa estratégia.

Com peças e soluções utilizadas por mais de uma marca, GAC e FAW podem reduzir custos de desenvolvimento e produção.

Esse tipo de movimento ganha importância em um mercado como o chinês, onde a competição por preço é cada vez mais intensa.

Brasil não deve ter mudanças

Por aqui, a operação da GAC não deve sofrer alterações imediatas por causa do acordo.

A FAW não possui presença comercial no mercado brasileiro atualmente.

Dessa forma, a aproximação entre as duas companhias fica concentrada, por enquanto, na estrutura chinesa.

Ainda não existe uma definição sobre até onde essa parceria poderá avançar. O acordo, porém, mostra que até grandes fabricantes locais estão buscando novas formas de ganhar escala e reduzir custos diante da força de rivais como BYD e Geely.

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