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Seguro auto em 2026: mulheres economizam enquanto homens pagam mais

O Seguro de carro segue como uma despesa importante para quem mantém um veículo no Brasil, especialmente em um cenário de peças caras, mão de obra mais especializada e custos de reparação elevados.

Em 2026, porém, os preços das apólices passaram por mudanças relevantes, e o primeiro semestre terminou com diferenças expressivas entre os perfis analisados.

Os dados mais recentes mostram que o comportamento das cotações não foi igual para todos os motoristas. Além disso, cidade, modelo do veículo e tipo de motorização ajudaram a ampliar ainda mais essas diferenças ao longo dos primeiros seis meses do ano.

Mulheres passaram a pagar menos pelo seguro de carro

Um levantamento da Creditas Seguros mostra que o preço médio do seguro de carro para mulheres caiu de R$ 2.908 em janeiro para R$ 2.219 em junho de 2026. Dessa forma, a redução acumulada no período chegou a 23,7%, representando uma diferença de R$ 689 na média das cotações.

Entre os homens, entretanto, ocorreu o movimento contrário. O valor médio passou de R$ 2.390 no início do ano para R$ 2.542 em junho, o que corresponde a uma alta de aproximadamente 6,4% durante o primeiro semestre.

O resultado também representa uma mudança em relação aos primeiros dados divulgados no começo de 2026. Entre janeiro e fevereiro, por exemplo, as cotações haviam subido 14% para homens e 16% para mulheres, cenário que acabou mudando nos meses seguintes.

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Pesquisa considera capitais e carros mais vendidos

Para chegar aos valores médios, o levantamento analisou cotações realizadas nas 11 capitais brasileiras com maior representatividade no mercado automotivo, conforme o ranking da Fenabrave. Além disso, foram considerados os dez modelos mais vendidos em cada período avaliado.

Essa metodologia ajuda a mostrar como o seguro de carro pode variar mesmo quando são observados veículos bastante populares no mercado nacional. Afinal, além do automóvel, fatores relacionados ao perfil do motorista e à região onde ele circula também entram no cálculo das seguradoras.

Algumas capitais tiveram altas superiores a 30%

As diferenças ficaram ainda mais claras quando os preços foram analisados por cidade. Entre os homens, por exemplo, o valor do seguro de carro aumentou em quase todas as capitais pesquisadas durante o período.

Vitória apresentou a maior alta entre os destaques, com avanço de 31%. Em seguida aparecem Brasília, onde o aumento chegou a 17%, e Goiânia, que registrou crescimento de 14% nas cotações destinadas ao público masculino.

Para as mulheres, por outro lado, várias capitais mostraram uma trajetória de queda. Porto Alegre teve redução de 29%, enquanto Salvador e São Paulo apresentaram recuo de 26% no valor médio das apólices.

Junho trouxe queda para homens e mulheres

Embora o semestre tenha terminado com resultados bastante diferentes entre os dois perfis, junho apresentou uma tendência positiva para ambos. Naquele mês, os preços recuaram em relação às cotações registradas em maio.

Para os homens, o valor médio caiu de R$ 2.772 em maio para R$ 2.542 em junho, uma redução de 8,3%. Já entre as mulheres, a queda foi ainda maior: o preço passou de R$ 2.692 para R$ 2.219, representando um recuo de 17,6%.

Portanto, o último mês do semestre ajudou a reduzir parte da pressão observada nas cotações anteriores. Ainda assim, o resultado acumulado entre janeiro e junho continuou bastante diferente para homens e mulheres.

BYD Song Plus tem seguro de carro acima de R$ 4 mil

Quando a análise é feita por modelo, os veículos eletrificados aparecem entre os mais caros para proteger. O principal destaque do levantamento foi o BYD Song Plus, que apresentou o maior preço médio nacional do seguro de carro para os dois perfis avaliados.

Para homens, a média chegou a R$ 4.210, enquanto para mulheres o valor ficou em R$ 4.018. Dessa maneira, o SUV híbrido ficou muito acima de alguns modelos populares avaliados na mesma pesquisa.

Outros veículos eletrificados também apresentaram aumento nas cotações durante junho. O BYD Dolphin Mini EV 5 ficou mais caro em relação ao mês anterior, enquanto o Dolphin Mini GS, que entrou pela primeira vez entre os mais vendidos analisados, também registrou avanço no preço da proteção.

Peças mais caras influenciam os elétricos

Segundo Marcelo Baseoti, gerente da Creditas Seguros, um dos fatores que explicam esse comportamento está relacionado ao custo das peças e da reposição nos modelos eletrificados. As seguradoras ainda consideram esses veículos como produtos com maior risco financeiro em determinados tipos de reparo.

Consequentemente, despesas mais altas em caso de colisão ou substituição de componentes podem acabar refletindo diretamente no valor da apólice. Esse cenário ajuda a explicar por que alguns carros elétricos e híbridos aparecem bem acima dos modelos a combustão nas cotações.

Chevrolet Onix aparece como opção mais barata

Na outra ponta do levantamento está o Chevrolet Onix 1.0, que apresentou o menor preço médio de seguro de carro entre os veículos analisados. Para homens, o valor ficou em R$ 1.680, enquanto para mulheres a média foi de R$ 1.483.

A diferença em relação ao BYD Song Plus é significativa. Considerando o perfil masculino, por exemplo, o seguro do SUV da BYD ficou R$ 2.530 mais caro que o do Onix, mostrando como o modelo escolhido pode influenciar diretamente os gastos anuais do proprietário.

O Fiat Argo 1.0 também apresentou redução importante. Para homens, a queda foi de 17,3%, levando o valor médio para R$ 2.072, enquanto entre as mulheres o recuo chegou a 29,5%, com a cotação média ficando em R$ 1.633.

Hyundai Creta também registrou forte redução

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Outro modelo que chamou atenção no levantamento foi o Hyundai Creta Action. O SUV apresentou redução de 31,5% no preço médio do seguro para os dois perfis analisados.

Depois da queda, o valor médio ficou em R$ 1.906 para homens e R$ 1.652 para mulheres. Assim, mesmo sendo um SUV, o Creta Action terminou o período com cotações inferiores às encontradas em alguns modelos de segmentos mais baratos.

O que influencia o preço do seguro de carro?

Apesar das médias apresentadas pela pesquisa, o valor do seguro de carro pode mudar bastante de uma pessoa para outra. As seguradoras levam em consideração diversos fatores antes de definir quanto será cobrado de cada cliente.

Entre os principais estão idade do motorista, endereço de residência, local onde o veículo permanece durante a noite e histórico de sinistros. Além disso, custo de peças, índices de roubos e furtos e despesas médias de reparação também podem alterar significativamente a cotação.

Por esse motivo, dois proprietários do mesmo modelo podem receber propostas bastante diferentes. Consequentemente, os preços do levantamento devem ser utilizados como referência, e não como valor fixo para todos os motoristas.

Seguro de carro em 2026 exige pesquisa antes da contratação

O primeiro semestre de 2026 mostrou que o seguro de carro pode seguir caminhos bastante diferentes dependendo do perfil do motorista e do veículo escolhido. Enquanto as mulheres registraram queda de 23,7% entre janeiro e junho, os homens terminaram o mesmo período com aumento médio de 6,4%.

Além disso, os dados reforçam a diferença de custo entre modelos populares e eletrificados. Por isso, comparar seguradoras, analisar diferentes coberturas e solicitar mais de uma cotação continua sendo fundamental para tentar reduzir o peso do seguro no orçamento.

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