Arreda aí

Haval H6 vs Omoda 7: qual SUV híbrido topo de linha entrega mais?

O mercado de SUVs híbridos plug-in abaixo dos R$ 300 mil ganhou uma disputa interessante com a chegada do Omoda 7 Prestige.

Do outro lado está o GWM Haval H6 PHEV35, modelo já conhecido no Brasil e que, na linha 2027, passou a ser produzido em Iracemápolis, no interior de São Paulo.

Os dois chegam muito equipados, mas seguem caminhos diferentes em potência, autonomia, consumo e tecnologia.

Omoda 7 custa menos

O Omoda 7 Prestige parte de R$ 279.990.

Já o Haval H6 PHEV35 custa R$ 290.000.

A diferença é de R$ 10.010.

Abaixo deles, as duas marcas oferecem configurações mais acessíveis, mas aqui a comparação considera justamente as versões mais completas de carroceria convencional.

Haval H6 entrega muito mais potência

O Omoda 7 combina motor 1.5 turbo a gasolina com um propulsor elétrico dianteiro.

O sistema entrega 279 cv e 37,2 kgfm, com tração dianteira.

A bateria tem 18,4 kWh.

No Haval H6 PHEV35, o motor 1.5 turbo flex trabalha junto de dois motores elétricos.

O resultado é de 393 cv e 65,5 kgfm.

A tração é integral Hi4 e a bateria possui 35 kWh.

Na prática, são 114 cv e 28,3 kgfm a mais para o GWM.

GWM Haval H6 – Foto: divulgação

Desempenho também muda bastante

A diferença aparece rapidamente na aceleração.

O Omoda 7 Prestige vai de 0 a 100 km/h em 8,4 segundos e chega a 180 km/h.

O Haval H6 PHEV35 precisa de apenas 4,8 segundos para atingir os 100 km/h.

A velocidade máxima é de 190 km/h.

Ou seja, para quem coloca desempenho entre as prioridades, os dois entregam propostas bem diferentes.

Haval H6 roda mais no modo elétrico

O Haval também leva vantagem na autonomia sem usar combustível.

Segundo o Inmetro, ele consegue percorrer até 126 km somente com eletricidade.

O Omoda 7 chega a 60 km.

Na recarga, o Omoda aceita até 40 kW em corrente contínua e 6,6 kW em corrente alternada.

A GWM informa que o H6 pode recuperar de 20% a 80% em aproximadamente 30 minutos utilizando carregador rápido de 48 kW.

Omoda é mais econômico sem carga

Quando a bateria está descarregada e os SUVs passam a funcionar como híbridos convencionais, o Omoda 7 apresenta números melhores com gasolina.

São 14 km/l na cidade e 11,9 km/l na estrada.

O Haval H6 registra 12,5 km/l na cidade e 10,7 km/l na estrada com gasolina.

Com etanol, são 9,2 km/l e 7,4 km/l, respectivamente.

A vantagem do GWM é justamente poder usar os dois combustíveis, enquanto o Omoda funciona apenas com gasolina.

Espaço é bastante parecido entre Haval H6 e Omoda 7

Os dois SUVs têm dimensões próximas.

O Omoda 7 mede 4,66 metros de comprimento e 2,72 metros de entre-eixos.

O Haval H6 tem 4,68 metros e entre-eixos de 2,74 metros.

No porta-malas, porém, o Omoda oferece 590 litros, contra 560 litros do Haval.

Nenhum dos dois traz estepe.

Omoda aposta mais em luxo

O Omoda 7 Prestige tem central multimídia de 15,6 polegadas, painel digital de 8,88″, banco com função zero gravidade e massagem, sistema de fragrâncias e áudio Sony.

Também aparecem iluminação ambiente com 256 cores, bancos aquecidos, volante aquecido e estacionamento semiautônomo.

São oito airbags.

O Haval H6 responde com multimídia de 14,6″, painel digital de 10,25″, sistema CoffeeOS 3, conexão 4G e câmera 360 graus com capô transparente.

O pacote ADAS é de nível 2+.

Outro diferencial é o V2L, que permite utilizar a bateria para alimentar equipamentos elétricos externos.

Haval H6 ou Omoda 7?

Os dois seguem propostas diferentes.

O Omoda 7 Prestige custa menos, oferece oito airbags, porta-malas maior e uma cabine com recursos mais voltados ao conforto e ao requinte.

O Haval H6 PHEV35 entrega muito mais potência, tração integral, autonomia elétrica mais que duas vezes maior e ainda aceita etanol.

Por isso, quem prioriza desempenho e eletrificação encontra um conjunto mais forte no Haval. Já quem valoriza acabamento, equipamentos de conforto e preço de compra mais baixo pode encontrar mais sentido no Omoda 7.

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