A Chevrolet Spin continua ocupando praticamente sozinha um espaço que ficou raro no mercado brasileiro: o das minivans. Na linha 2027, a novidade é a versão LTZ com cinco lugares, pensada para quem prefere abrir mão da terceira fileira em troca de muito mais espaço para bagagens.
Por R$ 153.990, a configuração entra justamente em uma faixa recheada de SUVs. Seu principal argumento para fugir dessa disputa está atrás dos bancos: o porta-malas pode chegar a impressionantes 756 litros.
Porta-malas é o grande destaque da Chevrolet Spin
Normalmente, a Spin de cinco lugares oferece 710 litros de capacidade.
A segunda fileira, porém, corre sobre trilhos. Dessa forma, o proprietário pode escolher entre privilegiar o espaço para as pernas dos passageiros ou aumentar o compartimento de bagagens.
Ao avançar os bancos, o volume chega a 756 litros.
É uma vantagem importante para famílias que viajam com frequência ou precisam transportar bastante carga.
Como comparação, o Citroën Aircross oferece 493 litros de porta-malas.
A Spin ainda permite rebater os bancos traseiros de maneira parcial ou completa para ampliar ainda mais o espaço disponível.
O entre-eixos de 2,62 metros também ajuda no aproveitamento da cabine.
Motor 1.8 tem uma longa história
Debaixo do capô, a Chevrolet manteve uma receita bem diferente daquela dos SUVs turbo mais recentes.
A Spin LTZ utiliza o conhecido 1.8 aspirado flex, associado ao câmbio automático de seis marchas.
Com etanol, entrega 111 cv e 17,7 kgfm. Com gasolina, são 106 cv e 16,8 kgfm.
Apesar de antigo, o motor possui uma história curiosa no Brasil.
Ele deriva da Família 1 da General Motors, arquitetura que chegou ao país na década de 1990 e posteriormente evoluiu para diferentes cilindradas.
O 1.8 acabou aparecendo não apenas em modelos da Chevrolet.
Durante a parceria entre GM e Fiat nos anos 2000, versões desse conjunto também equiparam veículos como Punto, Siena, Idea, Palio e Stilo.

Spin mantém motor desde o lançamento
Quando a Spin estreou, em 2012, o 1.8 já utilizava a denominação Econoflex.
Em 2016, passou por nova atualização e adotou a configuração SPE/4, que permanece na minivan.
Mesmo com o avanço das regras de emissões, a Chevrolet conseguiu manter o propulsor em produção.
Na atualização realizada em 2025, a marca também conseguiu melhorar em 11% a eficiência do conjunto.
Equipamentos acompanham modelos mais novos
A idade do projeto não significa uma cabine completamente ultrapassada.
A Spin LTZ traz painel de instrumentos digital de 8 polegadas e central multimídia de 11 polegadas, com Android Auto e Apple CarPlay sem fio.
Na dianteira existem entradas USB-A e USB-C. Os passageiros traseiros também contam com duas conexões para recarga, embora não haja saídas de ar-condicionado dedicadas à segunda fileira.
A lista de segurança inclui seis airbags, assistência de frenagem de emergência, câmera de ré e sensores de estacionamento traseiros.
Os bancos combinam tecido e material sintético.
Para quem precisa de espaço acima de tudo, a Spin LTZ 2027 continua seguindo uma receita pouco encontrada nos SUVs de preço semelhante: cinco lugares, porta-malas enorme e uma mecânica conhecida há décadas no mercado brasileiro.
Sou Vanessa Giselle, redatora do Portal Sua Rotina, onde acompanho e produzo conteúdos sobre o universo das motos, lançamentos, mercado e tendências do setor. Agora, trago essa bagagem também para o mundo dos carros, com foco em informações úteis, novidades, tecnologia, consumo e tudo que ajuda o leitor a entender melhor o mercado automotivo.