A nova geração do BYD Dolphin Mini já é oficial e traz uma mudança que deve dividir opiniões entre os consumidores. O hatch elétrico vai abandonar o tradicional painel de instrumentos atrás do volante e concentrará informações como velocidade, autonomia e hodômetro diretamente na central multimídia.
A alteração já havia aparecido em flagras recentes, mas agora foi confirmada nos esboços divulgados pela BYD. A decisão deixa a cabine mais minimalista, mas também exige que o motorista desvie o olhar para o centro do painel para consultar algumas informações básicas.
BYD Dolphin Mini perde painel de instrumentos
A central multimídia passa a assumir um papel ainda mais importante na nova geração.
A tela ficará maior que a atual de 10,1 polegadas, embora a BYD ainda não tenha informado suas dimensões exatas. Ao mesmo tempo, a marca vai abandonar outra característica conhecida de seus modelos: a função giratória.
A nova multimídia ficará fixa na posição horizontal, seguindo uma solução que já aparece em lançamentos recentes da fabricante.
A BYD também reduzirá a quantidade de botões físicos no interior.
No console central, os dois porta-copos e o carregador de celular por indução continuam presentes, mas a estrutura passa a ter dois níveis, criando mais espaço para objetos.
O seletor de marchas também deixa o console e passa para uma haste instalada na coluna de direção.

Decisão do BYD Dolphin Mini pode dividir opiniões
A retirada do cluster ajuda a criar uma cabine mais limpa e reduz a quantidade de telas diante do motorista. Por outro lado, a solução pode não agradar quem prefere consultar velocidade, autonomia e outras informações diretamente à frente do volante.
Na prática, a nova disposição aproxima o Dolphin Mini de outros elétricos que concentram grande parte dos comandos em uma única tela.
A mudança também aumenta a dependência da central multimídia, já que ela passa a reunir funções que antes ficavam distribuídas pelo painel.
Novo BYD Dolphin Mini cresceu 42 cm
A transformação vai muito além do interior.
O novo Dolphin Mini mede 4,20 metros de comprimento, 1,81 m de largura, 1,57 m de altura e 2,65 m de entre-eixos.
O modelo atual tem 3,78 metros de comprimento e 2,50 m entre os eixos.
Isso significa que a nova geração ganhou 42 cm no comprimento e 15 cm no entre-eixos.
O entre-eixos de 2,65 metros é semelhante ao encontrado no Volkswagen T-Cross, mostrando como o Dolphin Mini deixa de ter proporções de um subcompacto tradicional.
Visual do BYD Dolphin Mini ficou mais maduro
A BYD também redesenhou completamente a carroceria.
Na dianteira, os faróis ficaram maiores e mais alongados, enquanto o para-choque recebeu recortes mais marcantes.
As laterais mantêm a linha de cintura ascendente e os vincos na parte inferior das portas, mas a coluna C ganhou novo desenho e um aplique plástico maior.
A identidade do Dolphin Mini continua reconhecível, mas o conjunto ficou visualmente mais próximo de um hatch de categoria superior.
Motor do BYD Dolphin Mini sobe de 75 para 129 cv
A evolução mecânica também é expressiva.
O atual motor de 75 cv será substituído por uma unidade elétrica de 129 cv.
Com isso, a velocidade máxima passa de 130 km/h para 150 km/h.
A BYD oferecerá duas opções de bateria LFP: 30 kWh e 39,2 kWh.
No ciclo chinês CLTC, a menor promete até 320 km de autonomia, enquanto a maior chega a 420 km.
Esses números não devem ser comparados diretamente com os dados do Inmetro, já que o padrão chinês costuma apresentar resultados mais otimistas.
Novo BYD Dolphin Mini não substituirá o atual
Apesar do salto de tamanho, potência e tecnologia, a nova geração não vai simplesmente eliminar o Dolphin Mini vendido hoje.
Segundo a BYD, as duas linhas deverão conviver, com o novo modelo ocupando uma posição intermediária abaixo do Dolphin GS.
O vice-presidente sênior da BYD no Brasil, Alexandre Baldy, já confirmou que o novo compacto também será vendido por aqui.
A expectativa é que a chegada aconteça por volta de meados de 2028.
Até lá, o Dolphin Mini atual seguirá como a alternativa mais compacta e acessível da família, enquanto a nova geração apostará em mais espaço, potência e tecnologia, mesmo que algumas decisões de cabine, como o fim do painel de instrumentos, não agradem a todos.
Deixe a abertura mais impactanteReduza repetições sobre a central
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