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Jeep Avenger é híbrido, mas consome mais que rivais na cidade

O Jeep Avenger utiliza sistema híbrido leve de 12V, mas quem espera números de consumo próximos aos de um híbrido pleno pode se decepcionar. Em testes com gasolina e ar-condicionado ligado, o SUV registrou 11,7 km/l na cidade e 14,9 km/l na estrada.

O resultado urbano fica abaixo de Chevrolet Sonic e Renault Kardian, enquanto na estrada o Avenger também perde para Volkswagen Tera e Sonic. Em contrapartida, o pequeno Jeep tenta compensar com tanque grande, pacote de segurança completo e garantia de cinco anos.

Jeep Avenger faz 11,7 km/l na cidade

O Avenger utiliza um sistema MHEV, ou híbrido leve, no qual a parte elétrica auxilia o motor a combustão, mas não consegue movimentar o veículo sozinha.

Na prática, isso significa que o ganho de eficiência tende a ser mais discreto do que em um híbrido pleno.

Com gasolina, o Avenger Limited alcançou 11,7 km/l no percurso urbano.

O número fica abaixo dos 12,5 km/l do Chevrolet Sonic RS e dos 12,2 km/l do Renault Kardian Iconic.

Por outro lado, conseguiu superar o Volkswagen Tera High, com 11,5 km/l, e o Fiat Pulse Impetus Hybrid, que registrou 11,3 km/l.

Portanto, o Avenger não é o pior entre os rivais na cidade, mas também não consegue usar a eletrificação para assumir a liderança em eficiência.

Jeep Avenger - Foto divulgação
Jeep Avenger – Foto divulgação

Na estrada, Tera chega a 17,3 km/l

No percurso rodoviário, o Jeep melhora para 14,9 km/l.

Ainda assim, continua distante dos melhores números do grupo.

O Volkswagen Tera High foi o mais econômico, com 17,3 km/l, seguido pelo Chevrolet Sonic RS, que atingiu 16,6 km/l.

O Fiat Pulse Impetus Hybrid também ficou ligeiramente à frente do Avenger ao marcar 15,1 km/l.

Já o Renault Kardian apresentou 13,8 km/l e foi o único da comparação a gastar mais combustível que o Jeep na estrada.

ModeloCidadeEstrada
Jeep Avenger Limited11,7 km/l14,9 km/l
Chevrolet Sonic RS12,5 km/l16,6 km/l
Fiat Pulse Impetus Hybrid11,3 km/l15,1 km/l
Renault Kardian Iconic12,2 km/l13,8 km/l
Volkswagen Tera High11,5 km/l17,3 km/l

Tanque de 54 litros do Jeep Avenger ajuda na autonomia

Se o consumo não coloca o Avenger no topo da categoria, a capacidade do tanque trabalha a seu favor.

São 54 litros, um volume generoso para um SUV compacto.

Isso reduz a necessidade de abastecimentos frequentes e pode ser especialmente interessante para quem percorre longas distâncias.

É importante, portanto, separar eficiência de autonomia. Um carro pode gastar mais combustível por quilômetro e, ao mesmo tempo, oferecer bom alcance se carregar uma quantidade maior de combustível.

Start-stop do Jeep Avenger funciona de forma suave

No uso cotidiano, o sistema híbrido também aparece em outros detalhes.

O start-stop apresenta funcionamento suave, evitando parte dos trancos encontrados em sistemas menos refinados durante o liga e desliga do motor a combustão.

É justamente nesse tipo de situação que a eletrificação leve consegue melhorar a experiência do motorista, mesmo sem permitir que o carro circule apenas com eletricidade.

Há, porém, um detalhe curioso que incomoda: o som das setas foi descrito como semelhante ao de um monitor cardíaco hospitalar.

Pode parecer pequeno, mas é justamente o tipo de ruído repetitivo que acompanha o motorista durante praticamente todos os trajetos.

Reconhecimento de placas do Jeep Avenger funciona sem exageros

Outro recurso que se destacou positivamente foi o sistema de reconhecimento de placas de trânsito.

A calibração evita alertas excessivos, problema comum em alguns sistemas de assistência que acabam incomodando mais do que ajudando.

Esse cuidado faz diferença porque o Avenger oferece uma quantidade considerável de tecnologias de segurança.

Na versão Limited, a lista é um dos principais argumentos do SUV.

Avenger Limited tem seis airbags e ACC

Entre os equipamentos estão seis airbags, frenagem autônoma de emergência e controle de cruzeiro adaptativo.

O pacote ainda inclui assistente de permanência em faixa, detector de fadiga, alerta de ponto cego e sensores de estacionamento dianteiros.

É uma combinação que reforça a proposta de oferecer mais tecnologia mesmo sendo o modelo de entrada da Jeep no Brasil.

Outro destaque é a câmera com visão de 360 graus.

A resolução das imagens é elevada para os padrões da categoria e facilita bastante as manobras.

Câmera 360° do Jeep Avenger tem uma limitação

A boa qualidade da imagem não significa que o sistema seja perfeito.

Ao se aproximar de algum obstáculo, a câmera muda automaticamente para uma visualização superior do para-choque.

O motorista não consegue escolher outro ângulo naquele momento.

Na prática, a função que deveria ajudar pode retirar parte da referência visual necessária para uma manobra mais precisa.

Ainda assim, a presença da câmera 360° é um diferencial importante dentro do pacote do Avenger.

Jeep Avenger – Foto: divulgação

Garantia de cinco anos do Jeep Avenger reforça pós-venda

A Jeep também utiliza a garantia como argumento.

O Avenger possui cobertura de cinco anos.

Entre os concorrentes citados, apenas o Chevrolet Sonic acompanha esse período. Os demais trabalham com três anos de garantia.

No fim, o consumo mostra bem o limite da tecnologia utilizada pelo Jeep Avenger. O sistema MHEV ajuda no funcionamento e proporciona um start-stop mais suave, mas não transforma o SUV em referência de economia.

Os 11,7 km/l na cidade ficam atrás de Sonic e Kardian, enquanto os 14,9 km/l rodoviários perdem para Tera, Sonic e até Pulse. Em compensação, tanque de 54 litros, equipamentos de segurança e cinco anos de garantia ajudam a equilibrar uma compra que precisa ser analisada por muito mais do que apenas o selo de “híbrido”.

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