O Nissan N7 voltou a aparecer no radar do mercado brasileiro. Depois de já ter sido visto em testes no país, o sedã elétrico teve seu desenho industrial registrado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial, o INPI.
O movimento não confirma o lançamento, mas mostra que a Nissan segue preparando terreno para uma possível chegada. E o momento chama atenção porque o Sentra, atual sedã médio da marca no Brasil, já se aproxima do fim de seu ciclo por aqui.
Registro no INPI aproxima N7 do Brasil
O desenho industrial foi registrado em nome da Nissan e da Dongfeng Motor, parceira chinesa responsável pelo desenvolvimento do modelo.
Na China, o N7 é fruto justamente dessa colaboração.
Ter o projeto protegido no Brasil é um passo importante caso a marca decida comercializar o carro futuramente, embora esse tipo de registro, sozinho, não garanta que o lançamento acontecerá.
Mesmo assim, o fato de o modelo já ter circulado em testes por aqui torna o movimento ainda mais interessante.
Nissan Sentra está perto do fim de ciclo
A possível chegada do N7 acontece em um momento de mudança dentro da linha da Nissan.
A própria fabricante já confirmou que a atual geração do Sentra está chegando ao fim de sua trajetória no Brasil.
Isso abre espaço para que a marca reorganize sua presença entre os sedãs.
Por porte e posicionamento, o N7 não seria exatamente um substituto direto do Sentra atual. Porém, poderia assumir parte desse espaço dentro da gama, especialmente em uma estratégia mais voltada para eletrificação.

Nissan N7 tem quase 5 metros de comprimento
O N7 é maior do que um sedã médio convencional.
São 4,93 metros de comprimento, 1,89 m de largura e 1,48 m de altura, além de 2,91 metros de entre-eixos.
As dimensões o aproximam de modelos como o BYD Seal.
O porta-malas oferece 507 litros, mantendo uma proposta adequada para uso familiar e viagens.
Visualmente, o sedã segue a linguagem dos lançamentos mais recentes da Nissan.
Na dianteira, a carroceria fechada recebe uma faixa luminosa horizontal combinada com elementos verticais nas extremidades.
Atrás, as lanternas atravessam praticamente toda a largura do carro e se encontram no logotipo iluminado da marca.
Interior aposta em tela de 15,6 polegadas
A cabine segue uma receita bastante comum entre os elétricos chineses mais recentes.
Há poucos botões físicos, enquanto grande parte dos comandos fica concentrada na central multimídia de 15,6 polegadas.
Dependendo da versão, o modelo pode utilizar diferentes processadores.
O pacote tecnológico também inclui câmera para monitoramento do motorista e sistemas de assistência desenvolvidos em parceria com a Momenta.
Entre os recursos disponíveis estão controle de cruzeiro adaptativo, frenagem autônoma de emergência, monitoramento de ponto cego e reconhecimento de placas.
Motor chega a 272 cv
Na China, o Nissan N7 é oferecido com motor elétrico instalado no eixo traseiro.
A configuração de entrada entrega 160 kW, equivalentes a aproximadamente 218 cv.
Já a versão mais potente chega a 200 kW, ou cerca de 272 cv.
Nessa configuração, o torque é de aproximadamente 30,5 kgfm.
A aceleração de 0 a 100 km/h acontece em cerca de sete segundos, enquanto a velocidade máxima é limitada a 160 km/h.
Autonomia passa dos 600 km
A versão mais equipada utiliza bateria de 73 kWh.
Pelo ciclo chinês CLTC, a autonomia declarada supera os 600 km.
Como o padrão chinês tende a apresentar números mais otimistas, uma eventual homologação brasileira provavelmente resultaria em uma autonomia menor.
Por enquanto, o Nissan N7 ainda não está confirmado para o Brasil. Mas os testes no país, o registro no INPI e o fim de ciclo do Sentra colocam o sedã elétrico em uma posição cada vez mais interessante dentro dos próximos passos da marca por aqui.
Sou Vanessa Giselle, redatora do Portal Sua Rotina, onde acompanho e produzo conteúdos sobre o universo das motos, lançamentos, mercado e tendências do setor. Agora, trago essa bagagem também para o mundo dos carros, com foco em informações úteis, novidades, tecnologia, consumo e tudo que ajuda o leitor a entender melhor o mercado automotivo.