Os carros elétricos estão cada vez mais acessíveis no Brasil, impulsionados principalmente pela chegada de novos modelos e pela disputa entre fabricantes chinesas. Hoje, já é possível encontrar veículos a bateria próximos da faixa dos R$ 100 mil, algo bem diferente do cenário visto poucos anos atrás.
Além do preço de compra, outro fator pesa nessa escolha: quanto custa realmente manter um elétrico carregado em casa? A diferença em relação a um modelo abastecido com gasolina pode chegar a algumas centenas de reais por mês.
Qual é o carro elétrico mais barato do Brasil?
Atualmente, o BYD Dolphin Mini é o carro elétrico mais barato do Brasil, considerando os modelos comercializados regularmente e os preços apresentados para o varejo.
A versão de entrada Dolphin Mini GL aparece por R$ 109.990.
Ela utiliza bateria LFP de 30,08 kWh e tem autonomia de 224 km pelo Inmetro. Já a configuração GS recebe uma bateria maior, de 38 kWh, aumentando o alcance oficial para 280 km.
O compacto possui motor elétrico de 75 cv e 13,8 kgfm de torque. O porta-malas oferece 230 litros.
Assim, a linha consegue atender tanto quem prioriza o menor preço de aquisição quanto quem prefere gastar mais para ter maior autonomia.

Quanto custa carregar um Dolphin Mini em casa?
Para entender o custo de utilização, podemos considerar o Dolphin Mini GS, equipado com bateria de 38 kWh.
Tomando como referência uma tarifa residencial média de aproximadamente R$ 0,72 por kWh, uma carga teórica custaria R$ 27,36.
Entretanto, parte da energia é perdida durante o processo de recarga. Considerando perdas próximas de 15%, o custo efetivo para carregar completamente a bateria fica em aproximadamente R$ 31,50.
O valor pode variar conforme a tarifa praticada pela distribuidora de energia em cada região.
Rodar 1.000 km pode custar cerca de R$ 112
A autonomia oficial do Dolphin Mini GS é de 280 km.
Para percorrer 1.000 km por mês, seriam necessárias aproximadamente 3,6 cargas completas.
Multiplicando esse número pelos R$ 31,50 estimados por recarga, o gasto mensal com eletricidade ficaria próximo de R$ 112.
Naturalmente, autonomia e consumo podem mudar de acordo com velocidade, trânsito, temperatura, uso do ar-condicionado e estilo de condução.
Diferença para um carro a gasolina passa de R$ 300
A comparação com um veículo a combustão ajuda a dimensionar a economia.
Um carro que faça 13 km/l precisaria de aproximadamente 77 litros de gasolina para percorrer os mesmos 1.000 km.
Considerando gasolina a R$ 5,85 por litro, o gasto ficaria perto de R$ 450 mensais.
Nesse exemplo, a diferença seria de aproximadamente R$ 338 por mês a favor do elétrico.
Ao longo de um ano, mantendo a mesma quilometragem e os mesmos preços de energia e combustível, essa diferença passaria dos R$ 4 mil.
Preço de entrada do carro elétrico é apenas parte da conta
O BYD Dolphin Mini por R$ 109.990 ocupa atualmente o primeiro lugar entre os elétricos mais acessíveis do mercado brasileiro dentro dos valores considerados.
Porém, seu argumento não está somente no preço. Para quem consegue carregar em casa, o custo para rodar diariamente pode ser consideravelmente menor que o de um automóvel a gasolina.
A versão GL é a escolha de menor preço, enquanto a GS aumenta a bateria e a autonomia para 280 km, oferecendo mais margem para quem percorre distâncias maiores.