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Sandero vai virar elétrico e promete preço acessível em 2028

O Sandero está prestes a passar pela maior transformação de sua história.

Embora o hatch tenha deixado o mercado brasileiro há alguns anos, sua trajetória continua forte na Europa, onde a Dacia prepara mudanças importantes para a próxima geração sem abandonar uma das características responsáveis pelo sucesso do modelo: o preço competitivo.

A renovação está prevista para 2028 e deverá mexer não apenas na mecânica. Plataforma, posicionamento da linha e até a relação entre o hatch e o Stepway estão sendo avaliados enquanto a marca busca adaptar um de seus produtos mais populares à nova realidade do mercado europeu.

Sandero terá nova geração sem abandonar motores tradicionais

A próxima geração do Sandero continuará sendo oferecida em diferentes tipos de motorização. A estratégia da Dacia prevê versões a combustão, híbridas e, pela primeira vez, uma alternativa totalmente elétrica.

Portanto, a chegada da eletrificação não representará o fim imediato dos motores convencionais. A fabricante pretende acompanhar a demanda dos consumidores e manter diferentes opções enquanto existir mercado para elas.

Essa estratégia é especialmente importante porque o Sandero ocupa um papel relevante dentro da Dacia. O modelo nasceu justamente com a proposta de oferecer mobilidade simples, funcional e relativamente barata.

Em 2025, foram comercializadas 289.295 unidades do Sandero no mundo. Além disso, desde 2017, o modelo ocupa posição de destaque entre os carros mais procurados por compradores particulares na Europa.

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Sandero elétrico terá preço como uma das prioridades

Transformar o Sandero em carro elétrico traz um desafio: eletrificar sem elevar demais o preço.

Por isso, a Dacia não pretende entrar em uma disputa baseada apenas em potência, baterias gigantes ou autonomia próxima de 600 km. A prioridade deverá ser entregar o necessário para o uso cotidiano, mantendo o custo final sob controle.

Na prática, o futuro Sandero elétrico poderá apostar em uma configuração mais simples do que a encontrada em modelos elétricos de segmentos superiores.

Plataforma ainda está sendo definida

A Dacia trabalha atualmente com pelo menos duas possibilidades técnicas.

Uma delas envolve a arquitetura AmpR Small, plataforma desenvolvida para veículos elétricos e já utilizada pelo Renault 5. Ela também está prevista para outros compactos elétricos do Grupo Renault.

Entretanto, existe outra alternativa considerada estratégica: adaptar a atual CMF-B para aceitar motores elétricos e baterias.

Nesse caso, versões a combustão, híbridas e elétricas poderiam compartilhar parte da estrutura, componentes e processos produtivos. Consequentemente, a Dacia conseguiria reduzir a complexidade industrial e controlar melhor os custos.

A decisão definitiva sobre a arquitetura ainda não foi anunciada.

Renault Twingo e Renault 5 podem indicar o caminho

Para evitar custos elevados de desenvolvimento, o Sandero poderá aproveitar tecnologias já existentes dentro do Grupo Renault.

O novo Twingo E-Tech, por exemplo, utiliza bateria LFP de 27,5 kWh, motor de 82 cv e oferece até 263 km de autonomia no ciclo WLTP. Na Europa, seu preço inicial é de 19.490 euros.

Já o Renault 5 oferece uma configuração mais ampla. O modelo possui baterias de 40 kWh ou 52 kWh, além de motores com potências entre 110 cv e 150 cv.

Com a bateria menor, a autonomia pode chegar a 315 km, enquanto a configuração de maior capacidade alcança aproximadamente 430 km no WLTP.

Como o Sandero possui dimensões superiores às do Twingo, é possível que necessite de uma bateria maior. Ainda assim, versões menos potentes e componentes já utilizados por outros Renault aparecem como alternativas para reduzir o preço.

Concorrência chinesa aumenta pressão sobre o Sandero

Enquanto a Dacia desenvolve o novo modelo, fabricantes chineses ampliam rapidamente sua presença no mercado europeu de veículos elétricos.

Nesse cenário, o Sandero deverá seguir um caminho diferente. Em vez de competir oferecendo mais telas, potência elevada ou baterias enormes, a Dacia pretende explorar justamente sua tradição de simplicidade.

Assim, o objetivo é identificar o conjunto mínimo capaz de entregar autonomia adequada, desempenho suficiente e utilização prática no dia a dia.

Essa filosofia é semelhante à estratégia que ajudou modelos como Sandero, Logan e Duster a crescerem no mercado europeu durante as últimas décadas.

Sandero Stepway ficará mais distante do hatch

A transformação da linha não ficará limitada aos motores.

O Sandero Stepway permanecerá na próxima geração, mas deverá ganhar identidade própria mais evidente. Atualmente, as diferenças em relação ao hatch tradicional estão concentradas principalmente na altura do solo, proteções externas e elementos visuais aventureiros.

A partir de 2028, porém, essa separação poderá crescer.

A intenção da equipe de design é deixar o Stepway com aparência mais robusta e próxima de um SUV compacto. Dessa maneira, Sandero e Stepway poderão atender públicos diferentes mesmo continuando dentro da mesma família.

Novo Sandero pode repetir fórmula de sucesso na era elétrica

O Sandero elétrico previsto para 2028 não deverá tentar ser o carro mais potente ou com maior autonomia da categoria. A missão será outra: tornar a eletrificação mais acessível.

Para isso, a Dacia estuda compartilhar plataformas, motores e baterias já desenvolvidos pelo Grupo Renault, além de manter versões híbridas e a combustão paralelamente.

Se conseguir equilibrar preço, autonomia e simplicidade, o Sandero poderá repetir no segmento elétrico a estratégia que ajudou a consolidar sua popularidade entre os consumidores europeus.

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