A Volkswagen Tukan Extreme será a versão mais sofisticada da nova picape que a marca prepara para 2027. Ainda sem preço, medidas completas ou ficha técnica divulgada, a configuração já apareceu com visual mais elaborado, rodas de 17 polegadas e detalhes que a afastam bastante da versão de entrada Robust.
Outra informação importante é que a Tukan terá uma versão híbrida leve, e a expectativa é que justamente a Extreme receba essa motorização. Com isso, a Volkswagen prepara uma picape intermediária para disputar espaço em uma faixa hoje ocupada por modelos como a Fiat Toro.
Tukan Extreme terá visual mais sofisticado
A versão apresentada pela Volkswagen utiliza a nova cor Amarelo Canário, tonalidade que deverá integrar o catálogo da picape.
Na dianteira, o desenho segue a linguagem visual mais recente da fabricante.
Os faróis são estreitos e concentram tanto a iluminação principal quanto as luzes diurnas de LED. Mais abaixo aparecem os faróis de neblina, envolvidos por molduras em preto brilhante.
O mesmo acabamento aparece na grade central, que utiliza desenho semelhante a uma colmeia.
A proposta é claramente diferente daquela vista na Tukan Robust, criada principalmente para uso profissional.

Rodas de 17 polegadas diferenciam a Extreme
Nas laterais, a configuração topo de linha aposta em mais elementos visuais.
Maçanetas, retrovisores e teto recebem acabamento diferente da cor principal da carroceria.
As rodas também mudam.
Enquanto a Robust foi apresentada com uma proposta mais simples, a Tukan Extreme utiliza rodas de liga leve de 17 polegadas com acabamento preto brilhante.
A identificação da versão aparece na região inferior das portas traseiras.
Outro detalhe interessante é o estribo instalado apenas próximo à segunda fileira. Nesse caso, sua função não é simplesmente facilitar o acesso dos passageiros à cabine, mas ajudar na aproximação da caçamba.
Caçamba da Volkswagen Tukan terá santantônio e capota marítima
A configuração apresentada também utiliza capota marítima, embora a Volkswagen ainda não tenha informado se o equipamento será de série na versão comercial.
Outro elemento já conhecido é o santantônio.
A peça começa próxima ao teto e avança pelas laterais da caçamba, reforçando a aparência mais aventureira da picape.
A Volkswagen ainda mantém em segredo informações importantes, como dimensões da área de carga, capacidade em quilos e volume da caçamba.
Esses dados serão fundamentais para entender como a Tukan se posicionará diante das principais rivais.

Suspensão traseira da Volkswagen Tukan continuará usando feixe de molas
Mesmo na versão Extreme, a Volkswagen não abrirá mão da suspensão traseira por feixe de molas.
A solução está diretamente relacionada à proposta de carga e à busca por uma manutenção mais simples.
A própria fabricante afirma que o conjunto foi desenvolvido para não comprometer o conforto.
Isso será importante porque a Extreme terá uma proposta diferente da Robust.
Enquanto a configuração de entrada deve ter foco maior no trabalho, a topo de linha pretende funcionar como um carro de passeio com caçamba, combinando uso diário, conforto e capacidade para transportar carga.
Tukan usa plataforma do T-Cross
A nova picape será produzida em São José dos Pinhais, no Paraná, utilizando a arquitetura MQB A0.
É a mesma base empregada pelo T-Cross, que também é produzido na unidade.
Outros modelos da Volkswagen, como Polo, Nivus, Tera e Virtus, também utilizam essa família de plataforma.
A utilização da MQB A0 aproxima a Tukan dos automóveis da marca em aspectos de desenvolvimento e tecnologia, apesar de a picape receber soluções específicas para sua proposta.
Um exemplo claro é justamente a suspensão traseira preparada para carga.
Tukan terá versão híbrida leve
A Volkswagen já havia confirmado que a Tukan será seu primeiro veículo híbrido flex produzido no Brasil.
Agora, a fabricante confirmou também que haverá uma configuração do tipo MHEV, ou híbrida leve.
Nesse sistema, a parte elétrica trabalha como apoio ao motor a combustão, buscando reduzir consumo e emissões.
A Volkswagen ainda não informou oficialmente qual versão utilizará a tecnologia.
Porém, pelo posicionamento da gama, a expectativa é que o sistema apareça justamente na Tukan Extreme.
Motor da Extreme ainda não foi confirmado
A motorização permanece como um dos principais segredos do projeto.
Informações antecipadas indicam que a Tukan poderá utilizar o motor 1.6 aspirado com câmbio manual da Saveiro nas configurações mais simples.
Para a Extreme, entretanto, existe a expectativa de uma mecânica mais forte.
Uma possibilidade é a combinação de um motor turbo com o sistema híbrido leve, o que permitiria posicionar melhor a picape diante das versões mais sofisticadas de suas concorrentes.
Por enquanto, porém, a Volkswagen não confirmou motor, potência, torque ou câmbio da configuração híbrida.
Tukan Extreme mira uma faixa acima da Saveiro
A Tukan não chega simplesmente para substituir o papel de uma picape compacta tradicional.
Seu desenvolvimento indica uma proposta intermediária, com cabine dupla, acabamento mais sofisticado e espaço para uma versão eletrificada.
A Extreme deixa isso ainda mais evidente.
Rodas maiores, acabamento escurecido, teto contrastante e uma provável motorização híbrida colocam a versão em uma faixa onde o comprador procura mais do que apenas capacidade de carga.
É justamente aí que a Fiat Toro aparece como uma referência natural de mercado.
A Volkswagen ainda precisa revelar preços e ficha técnica para que uma comparação direta seja possível, mas a estratégia está clara.
Quando chegar em 2027, a Tukan Extreme será a configuração destinada a mostrar até onde a nova picape da marca pode avançar em conforto, tecnologia e eletrificação sem abandonar a capacidade de trabalho.

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