Arreda aí

Volvo desiste de ser 100% elétrica e prepara nova fase com mais modelos

A Volvo prepara uma mudança importante em sua estratégia global. Depois de concentrar boa parte dos esforços em SUVs e apostar em uma transição acelerada para carros totalmente elétricos, a fabricante sueca agora pretende ampliar novamente o portfólio.

O plano inclui 13 novos modelos até 2030, retorno a segmentos como sedãs e peruas e uma presença maior de híbridos. Até veículos exclusivamente a combustão voltam a aparecer nos planos da marca.

Volvo quer sair da dependência dos SUVs

Hoje, boa parte da força comercial da fabricante está concentrada nas famílias XC e EX.

Modelos como XC60, XC90 e seus equivalentes eletrificados ocupam uma parcela importante da gama, mas a Volvo quer diversificar.

A estratégia prevê novamente investimentos em sedãs e peruas.

Também existe espaço para que outros tipos de carro apareçam futuramente, incluindo possibilidades como cupês ou hatches.

A intenção é reduzir a concentração em apenas uma categoria e ampliar a presença em segmentos que fizeram parte da história da fabricante.

SUV maior que XC90 está nos planos

A Volvo também pretende crescer para cima.

Entre os futuros projetos está um modelo de porte superior ao XC90 e ao EX90.

Esse movimento coloca novamente em evidência a ideia de um XC100, que ocuparia uma faixa próxima de SUVs grandes como Mercedes-Benz GLS, BMW X7 e Audi Q9.

O foco comercial desse modelo maior deverá estar principalmente nos mercados dos Estados Unidos e da China.

Seis carros serão exclusivos da China

Dos 13 lançamentos previstos até 2030, seis serão desenvolvidos especificamente para o mercado chinês.

Os outros sete terão foco maior em Europa e Estados Unidos, embora também possam ser comercializados na China.

Essa divisão já começa a aparecer na estratégia atual da fabricante.

O XC70, por exemplo, foi desenvolvido exclusivamente para o mercado chinês e deverá ajudar a orientar a expansão da marca naquele país.

Volvo compartilhará mais peças com a Geely

A aproximação tecnológica com a Geely também ficará mais evidente.

As plataformas SPA2 e SPA3, que servirão de base para novas gerações de modelos, deverão compartilhar pelo menos 30% dos componentes com arquiteturas utilizadas pela fabricante chinesa.

A estratégia busca reduzir custos e aproveitar tecnologias eletrificadas já desenvolvidas dentro do grupo.

Com isso, a Volvo consegue diminuir gastos de engenharia e produção ao mesmo tempo em que acelera o desenvolvimento de novos carros.

Botões físicos também vão voltar

A mudança não será apenas mecânica.

A Volvo pretende rever o estilo extremamente minimalista adotado em alguns interiores recentes.

As críticas ao EX30, principalmente pelo excesso de funções concentradas na tela central, levaram a fabricante a reconsiderar a ausência de comandos físicos.

Por isso, futuros modelos deverão voltar a oferecer mais botões dentro da cabine.

Híbridos ganham força novamente

A principal mudança, porém, está na estratégia de eletrificação.

O plano de concentrar o futuro exclusivamente em carros elétricos foi flexibilizado.

A Volvo pretende continuar investindo em modelos totalmente elétricos, mas também ampliará a presença dos híbridos e admite novamente veículos movidos apenas a combustão.

Com 13 lançamentos planejados até 2030, mais segmentos no portfólio e maior compartilhamento tecnológico com a Geely, a próxima fase da Volvo deverá ser bem mais diversificada do que a estratégia adotada nos últimos anos.

Deixe um comentário