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Niagara e Boreal: veja o que a nova picape compartilha com o SUV

Antes mesmo de ganhar nome oficial, a Renault Niagara já era tratada como uma espécie de “picape do Boreal”. Agora que o modelo foi apresentado, ficou ainda mais fácil entender o motivo.

A nova picape aproveita uma série de soluções já vistas no SUV da marca. A lista inclui plataforma, elementos do desenho, interior, motor e tecnologias. E essa aproximação deve aumentar no futuro, quando os dois modelos receberem eletrificação.

Niagara e Boreal usam a mesma plataforma

A principal ligação entre os dois começa onde os olhos não conseguem ver.

Niagara e Boreal utilizam a plataforma RGMP, arquitetura modular desenvolvida pela Renault para seus novos veículos comercializados fora da Europa. No Brasil, o Kardian foi o primeiro modelo a estrear essa base.

No Boreal, ela sustenta um SUV com 4,56 metros de comprimento.

Já na Niagara, a estrutura foi adaptada para uma carroceria bem maior, preparada para receber cabine dupla e caçamba. A picape chega a aproximadamente 4,9 metros de comprimento, enquanto o entre-eixos fica próximo dos 3 metros.

Visual entrega o parentesco

Na dianteira, é difícil não perceber a relação entre os dois.

A Niagara aproveita elementos como faróis divididos, assinatura luminosa e características do capô. Até a área das portas dianteiras e dos retrovisores lembra bastante o Boreal.

Da coluna B para trás, naturalmente, as diferenças aumentam. A Renault precisou criar uma nova estrutura para acomodar a cabine e a caçamba.

A picape também ganhou uma aparência mais robusta. A grade dianteira é maior e utiliza pequenos elementos cromados para formar o nome Renault. Nas configurações 4×4, detalhes na parte inferior do para-choque reforçam essa proposta.

Na traseira, as lanternas seguem orientação horizontal, outra característica que aproxima visualmente Niagara e Boreal.

Renault Niagara - Foto: divulgação
Renault Niagara – Foto: divulgação

Interior também vem do Boreal

As semelhanças continuam dentro da cabine.

A Niagara utiliza um painel com duas telas: quadro de instrumentos digital de 10,2 polegadas e central multimídia OpenR Link de 10,1 polegadas.

O sistema oferece Google integrado, aplicativos e recursos de conectividade, seguindo uma solução semelhante à encontrada no Boreal brasileiro.

A picape também pode trazer carregamento de celular por indução e câmera com visão de 360 graus.

Outro destaque está nos assistentes de condução. Segundo a Renault, a Niagara contará com 26 sistemas avançados de assistência ao motorista, enquanto o Boreal oferece até 24.

Com isso, a proposta vai além de uma picape voltada exclusivamente para trabalho.

Motor 1.3 turbo também aproxima os dois

A Niagara chegará inicialmente ao mercado brasileiro com motor 1.3 turbo flex, entregando aproximadamente 160 cv e trabalhando com câmbio automatizado de dupla embreagem.

O Boreal também utiliza o 1.3 turbo flex. Atualmente, são 163 cv e 27,5 kgfm, associados ao câmbio EDC de seis marchas.

Essa diferença de potência, porém, deve desaparecer em breve, já que o SUV também passará para aproximadamente 160 cv após uma nova calibração.

Niagara e Boreal também terão versões híbridas

A plataforma RGMP já foi desenvolvida pensando em eletrificação.

Por isso, tanto a Niagara quanto o Boreal devem receber uma configuração híbrida em 2027.

O sistema será híbrido leve de 48 V, mas com uma característica interessante: haverá um motor elétrico instalado no eixo traseiro capaz de efetivamente ajudar na tração das rodas.

Com isso, os modelos poderão oferecer tração integral sob demanda.

A solução se diferencia da utilizada pela Fiat Toro híbrida leve, que também trabalha com arquitetura de 48 V, mas não utiliza o motor elétrico para movimentar diretamente as rodas.

Assim, embora Niagara e Boreal tenham propostas diferentes, a Renault aproveitou uma mesma base técnica para criar dois modelos bastante próximos em tecnologia, mecânica e equipamentos.

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