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Renault Niagara: 5 recursos para entregar conforto de SUV com caçamba

A Renault Niagara foi desenvolvida para ir além da proposta tradicional de uma picape. Embora tenha caçamba e capacidade para transportar carga, o novo modelo tenta oferecer uma experiência mais próxima à encontrada em SUVs médios.

Produzida em Santa Isabel, na Argentina, a Niagara terá motor 1.3 turbo flex de até 156 cv nas versões 4×2 e 160 cv nas configurações 4×4 com etanol. Dependendo da versão, haverá câmbio manual ou automatizado de dupla embreagem.

Para combinar conforto e capacidade de carga, a Renault trabalhou em diferentes pontos do projeto.

1. Estrutura monobloco aproxima Renault Niagara de um SUV

Ao contrário de picapes médias como Hilux e Ranger, a Niagara não utiliza construção de cabine sobre chassi.

O modelo foi desenvolvido sobre a plataforma monobloco RGMP, arquitetura que também serve de base para Kardian e Boreal.

Na picape, entretanto, a estrutura recebeu reforços para suportar a caçamba, carga e sistema de tração integral.

Essa solução ajuda a reduzir vibrações e controlar melhor os movimentos da carroceria, aproximando o comportamento daquele encontrado em um SUV.

Mesmo assim, a Niagara suporta até 654 kg e possui caçamba de 938 litros.

2. Suspensão multilink busca melhorar o conforto

Outro diferencial está na suspensão traseira multilink.

O sistema permite que as rodas trabalhem de maneira mais independente, algo importante principalmente quando a picape está sem carga.

Molas, amortecedores e geometria foram desenvolvidos especificamente para o modelo.

Segundo a Renault, essa calibração reduziu em 30% a frequência dos movimentos da carroceria, favorecendo estabilidade e conforto em pisos irregulares.

3. Banco traseiro recebe atenção especial

O espaço na segunda fileira costuma ser um ponto delicado em picapes de cabine dupla, principalmente em viagens.

Na Niagara, o banco traseiro possui inclinação de 25 graus, permitindo uma posição menos vertical para os passageiros.

A Renault também afirma que o espaço para os joelhos está entre os melhores da categoria.

Atrás do banco existe ainda um compartimento fechado de 36 litros, acessado pelo rebatimento do encosto. Assim, pequenos objetos podem ser guardados dentro da cabine sem ocupar o assoalho.

Renault Niagara – Foto: divulgação

4. Design tenta esconder o lado utilitário

Embora continue claramente sendo uma picape, a Niagara adota soluções visuais mais próximas das utilizadas em SUVs.

Cabine e caçamba são integradas por linhas contínuas nas laterais, enquanto as maçanetas traseiras ficam escondidas nas colunas.

Na traseira, as lanternas horizontais são ligadas por uma faixa preta, criando sensação de maior largura.

A dianteira também se aproxima bastante do Boreal, com capô elevado, grade vertical, faróis de LED e elementos em preto.

5. Caçamba ganha soluções para uso cotidiano

A Renault também tentou tornar os 938 litros da caçamba mais práticos para quem normalmente utilizaria o porta-malas de um SUV.

A Niagara poderá sair de fábrica com capota retrátil em todas as versões, ajudando a proteger a carga contra chuva e poeira.

O compartimento ainda possui tampa com acionamento elétrico, revestimento interno, oito pontos de ancoragem e tomada de 12 volts.

Até um porta-copos foi instalado na tampa traseira, pensando em viagens e atividades de lazer.

Apesar dessa preocupação com conforto, a Niagara mantém características importantes de uma picape. Além dos 654 kg de capacidade de carga, pode ter até 23,3 cm de altura livre do solo.

Tração integral e modos específicos para uso fora do asfalto, porém, ficarão concentrados nas versões superiores, como a Outsider.

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