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Jeep Avenger Altitude vale a pena? Veja equipamentos, espaço e limitações

O Jeep Avenger Altitude é a versão de entrada do SUV e aposta principalmente em um conjunto mecânico mais interessante pelo preço. A proposta é oferecer motor turbo e câmbio automático sem levar o valor para a faixa das configurações mais caras.

Por outro lado, essa estratégia cobra seu preço em acabamento, tecnologia e espaço. Alguns itens importantes ficam de fora, enquanto outros só aparecem por meio de pacotes opcionais.

Altitude traz boa lista de equipamentos básicos

Mesmo sendo a versão mais simples, o Avenger Altitude oferece seis airbags e freios a disco nas quatro rodas com ABS.

No uso diário, também estão presentes partida por botão, volante multifuncional, ar-condicionado digital e freio de estacionamento eletrônico.

A iluminação dianteira e traseira utiliza LED, enquanto sensor de estacionamento e sensor de chuva completam o pacote.

Portanto, a versão não é exatamente pobre em equipamentos. O corte aparece principalmente quando a comparação é feita com as configurações superiores.

Jeep Avenger Altitude – Foto: divulgação

Tecnologia tem algumas ausências

O painel de instrumentos é digital, mas utiliza uma tela de 7 polegadas. O desenho lembra bastante a solução encontrada no Fiat Pulse.

Já a central multimídia possui 10 polegadas.

Apesar disso, dois itens chamam atenção pela ausência: câmera de ré e alto-falantes traseiros.

A câmera pode ser incluída por meio do pacote High Altitude, que custa R$ 10 mil e também adiciona barras de teto funcionais.

Os alto-falantes traseiros, entretanto, não são oferecidos nem como acessório.

Visual é mais simples que nas versões superiores

Outra diferença aparece no acabamento externo e interno.

As maçanetas não são pintadas na cor da carroceria, o volante não recebe revestimento em couro e as rodas de liga leve têm 16 polegadas, com pneus 215/65.

As barras longitudinais de teto também não fazem parte da lista de série.

A variedade de cores é menor. O Preto Carbon não tem custo adicional, enquanto o Branco Snow acrescenta R$ 1.100.

Já os tons Granite e Concrete custam R$ 2.200 extras.

O Verde Boreal, junto com o teto preto mostrado nas imagens de lançamento, não está disponível para a versão Altitude, nem mesmo como opcional.

Espaço interno é um dos principais pontos de atenção

O Avenger tem dimensões compactas e isso aparece rapidamente quando se entra no carro.

A própria Stellantis posiciona o modelo para compradores do primeiro carro, casais sem filhos, famílias pequenas com uma criança ou casais cujos filhos já saíram de casa.

No banco traseiro, o espaço é mais limitado e lembra bastante o encontrado em um hatch.

Na dianteira, o aproveitamento é melhor, mas até a posição de dirigir transmite mais sensação de hatch do que de SUV tradicional.

Porta-malas tem 320 litros

A capacidade do porta-malas é de 320 litros.

O número reforça a proposta compacta do Avenger e pode decepcionar quem espera bastante espaço para bagagens.

Jeep Avenger Altitude vale a pena?

A versão Altitude faz sentido para quem prioriza motor turbo, câmbio automático e uma boa base de equipamentos sem partir para configurações mais caras.

Por outro lado, quem valoriza câmera de ré, acabamento mais refinado, maior variedade visual e espaço interno mais generoso pode achar a versão limitada.

No fim, o principal ponto é entender a proposta: o Avenger é um SUV pequeno, pensado mais para uso urbano do que para quem procura espaço de sobra.

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