O novo Dacia Striker surge como uma das apostas mais ousadas dentro da estratégia global da Renault. O modelo mistura traços de SUV, sedã e perua, criando uma proposta diferente para disputar espaço em uma faixa acima do Duster e próxima de modelos médios mais sofisticados.
A ideia mostra como o grupo Renault mudou de postura nos últimos anos. Depois do Kardian, a marca passou a tentar se afastar da imagem ligada apenas a carros de entrada. Agora, o foco também está em modelos com visual mais elaborado, melhor acabamento e posicionamento mais alto, como Boreal e Koleos.
Dacia Striker mira um novo tipo de consumidor
O Dacia Striker faz parte de uma meta ambiciosa da Dacia no segmento de SUVs médios. Hoje, a marca tem cerca de 20% de participação nessa categoria, mas quer chegar a 33%.
Para isso, o novo crossover tenta ocupar uma área intermediária. Ele busca atrair quem olha para um hatch médio, mas também conversa com consumidores que querem um SUV tradicional.
Na prática, o Striker aposta em uma carroceria menos convencional. Ele tem porte de SUV médio, queda de teto que lembra cupê e proporções que também remetem a uma perua. Essa mistura é justamente o que pode diferenciar o modelo dentro de um segmento cada vez mais disputado.

Visual aposta em linhas futuristas
O desenho do Dacia Striker chama atenção pelos faróis com assinatura pontilhada em formato de “L” invertido. O mesmo estilo também aparece nas lanternas, reforçando uma identidade visual mais moderna.
O modelo é baseado na plataforma RGMP, a mesma ligada ao SUV médio brasileiro e à futura picape Niagara. Essa base será importante para a expansão da Renault e da Dacia em produtos maiores e mais sofisticados.
Nas medidas, o Striker tem 4,62 metros de comprimento. Isso significa que ele é 6 cm maior que o Boreal, por exemplo. O entre-eixos ainda não foi divulgado, mas a expectativa é que passe de 2,70 metros.
As rodas de série são de 17 polegadas. No entanto, o modelo também poderá receber aros de 18 e 19 polegadas como opcionais.
Interior lembra o Kardian
Por dentro, o Dacia Striker terá soluções parecidas com as do Kardian. O painel de instrumentos digital tem 7 polegadas, enquanto a central multimídia chega a 10,1 polegadas.
A disposição dos comandos também lembra o SUV compacto da Renault. A manopla de câmbio do tipo joystick aparece no conjunto, assim como o seletor de modos de condução.
Essa escolha indica que a marca quer manter uma identidade interna comum entre seus modelos mais recentes, mas sem abrir mão de uma proposta mais refinada para o Striker.
Motorização terá opções híbridas
O novo crossover contará com mais de uma opção eletrificada. A primeira é híbrida plena e combina motor 1.8 aspirado a gasolina de 111 cv com dois motores elétricos.
Um deles atua como propulsor e entrega 50 cv. O outro funciona como gerador, ligado a uma bateria de 1,4 kWh.
A segunda opção é híbrida leve de 48V. Nesse caso, o motor 1.2 turbo a gasolina trabalha com auxílio elétrico e entrega 142 cv. Esse conjunto, inclusive, tem chances de aparecer no futuro Boreal híbrido.

Dacia Striker pode vir ao Brasil?
O Dacia Striker será lançado ainda em 2026 na Europa, posicionado entre Duster e Bigster. Para o Brasil, existe chance de o modelo aparecer no futuro, mas antes seria necessária uma variante com o logotipo da Renault.
Com visual diferente, porte maior que o Boreal e motores híbridos, o Dacia Striker mostra que a Renault quer ampliar sua presença em categorias mais sofisticadas.

Sou entusiasta do universo automotivo e acompanho de perto as principais novidades do setor, especialmente quando o assunto envolve carros híbridos e elétricos. Gosto de compartilhar informações sobre tecnologia, inovação, consumo, lançamentos e tendências que estão transformando a mobilidade no Brasil e no mundo.