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Gasolina e etanol caem em julho, enquanto diesel avança 13% no ano

A Gasolina e etanol apresentaram um novo movimento nos postos brasileiros em julho, reforçando as diferenças entre os combustíveis ao longo de 2026. Embora o consumidor tenha encontrado algum alívio no último mês, a análise do acumulado do ano revela um cenário bem menos favorável para determinados produtos.

Os dados fazem parte do Monitor de Preços de Combustíveis, elaborado pela Veloe em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O estudo acompanha os valores médios de seis combustíveis comercializados no Brasil.

Etanol lidera redução nos postos brasileiros

O etanol hidratado registrou a maior queda mensal entre os combustíveis analisados. Em julho, o preço médio do biocombustível recuou 2,3%, chegando a R$ 4,163 por litro.

Além disso, o diesel comum ficou 2,1% mais barato, enquanto o diesel S-10 apresentou redução de 1,8%. As gasolinas comum e aditivada também encerraram o período com preços menores, embora o levantamento não tenha detalhado a variação percentual mensal dessas duas opções.

Com isso, a gasolina comum atingiu média nacional de R$ 6,693 por litro. Já a gasolina aditivada foi encontrada, em média, por R$ 6,821.

Por outro lado, o gás natural veicular foi o único produto que ficou mais caro em julho. O GNV avançou 4% e alcançou R$ 4,846 por metro cúbico. Segundo o estudo, a alta está relacionada aos reajustes ocorridos na cadeia de distribuição do gás.

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Diferenças regionais mudam o custo para o motorista

A localização continuou exercendo influência direta sobre o valor pago nos postos. No caso da gasolina comum, o Distrito Federal apresentou o menor preço médio do país: R$ 6,319 por litro.

Em seguida apareceram Rio Grande do Sul, com R$ 6,364, Minas Gerais, com R$ 6,442, Santa Catarina, com R$ 6,488, e São Paulo, com R$ 6,536.

Gasolina aditivada também custa menos no Distrito Federal

Entre os consumidores que utilizam gasolina aditivada, o Distrito Federal novamente liderou o ranking de menores preços, com média de R$ 6,494 por litro.

Logo depois vieram Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Santa Catarina e Paraíba. Nesses estados, os preços médios variaram entre R$ 6,540 e R$ 6,716 por litro.

Etanol amplia vantagem em estados produtores

Mato Grosso apresentou o etanol mais barato do Brasil em julho, com média de R$ 3,847 por litro. São Paulo apareceu muito próximo, com R$ 3,870.

Além disso, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul também registraram valores abaixo da média nacional, com preços de R$ 4,073 e R$ 4,140, respectivamente.

Esse cenário está relacionado à proximidade desses locais com os principais polos produtores. Consequentemente, os custos logísticos tendem a ser menores, aumentando a competitividade do combustível renovável.

Diesel cai no mês, mas dispara no acumulado do ano

Mesmo após a redução observada em julho, o diesel continua pressionando o orçamento de transportadores e empresas. O diesel S-10 atingiu preço médio nacional de R$ 6,981 por litro, enquanto o diesel comum ficou em R$ 6,833.

No acumulado de 2026, porém, o S-10 já subiu 13%. Já o diesel comum avançou 11,6%.

Na comparação com julho de 2025, as altas chegam a 13,8% para o S-10 e 12,4% para o diesel comum. Portanto, a queda mensal ainda não foi suficiente para compensar os reajustes registrados anteriormente.

O Rio Grande do Sul teve o diesel S-10 mais barato, por R$ 6,506. No diesel comum, o Paraná liderou, com média de R$ 6,353 por litro.

Gasolina acumula alta, enquanto etanol fica mais barato

A gasolina comum acumula aumento de 6,6% em 2026. A versão aditivada, por sua vez, avançou 6,1%. O GNV também ficou mais caro, com alta acumulada de 4,3%.

Entretanto, o etanol seguiu na direção contrária. O combustível registra queda de 7% desde o início do ano e está 2,2% mais barato do que em julho de 2025.

Além da maior oferta doméstica, o comportamento dos preços envolve fatores como petróleo, câmbio, tensões internacionais e mudanças nas medidas utilizadas para conter reajustes.

Etanol alcança melhor custo-benefício desde 2017

O Indicador de Custo-Benefício Flex caiu para 66,7% na média nacional. Esse é o menor resultado desde janeiro de 2017, quando começou a série histórica do levantamento.

Como o índice está abaixo da referência de 70%, o etanol se tornou economicamente mais vantajoso do que a gasolina na média do país. Ainda assim, o consumo real do veículo e os preços praticados em cada cidade devem ser considerados antes do abastecimento.

Desse modo, apesar da redução de julho, o mercado de combustíveis continua apresentando comportamentos distintos. Enquanto o etanol amplia sua atratividade, gasolina e diesel ainda carregam aumentos relevantes acumulados ao longo de 2026.

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