O BYD Dolphin SE chega por R$ 159.990 com uma lista de equipamentos capaz de colocá-lo entre os elétricos compactos mais completos da faixa de preço. Bancos elétricos e ventilados, carregador por indução de 50 W, chave presencial e pacote ADAS nível 2 fazem parte do conjunto.
A boa oferta de tecnologia, porém, vem acompanhada de um ponto que pode pesar bastante na decisão de compra. Mesmo com uma pequena evolução na bateria, a autonomia homologada pelo Inmetro é de 272 km e, nos números projetados em teste, o Dolphin SE ficou atrás dos principais rivais considerados na comparação.
BYD Dolphin SE custa R$ 159.990
O preço de R$ 159.990 coloca o Dolphin SE em uma faixa bastante disputada entre os carros elétricos.
A estratégia da BYD é compensar isso com uma lista extensa de equipamentos, principalmente de conforto e tecnologia.
O acesso ao veículo é feito por chave presencial, enquanto a partida acontece por botão.
Também estão presentes ar-condicionado digital de uma zona e faróis de LED.
Outro destaque é o carregador de celular por indução, que não se limita a uma potência básica.

Carregador por indução do BYD Dolphin SE chega a 50 W
O sistema de carregamento sem fio trabalha com potência de até 50 W.
Além da carga rápida, o equipamento possui ventilação própria, recurso importante para controlar a temperatura do smartphone durante o processo.
É um detalhe que ajuda a mostrar o nível de equipamento oferecido pela versão.
O Dolphin SE também aposta no conforto dos ocupantes dianteiros.
Os bancos possuem revestimento de couro, enquanto o motorista conta com ajustes elétricos.
Há ainda ventilação para os bancos dianteiros, equipamento que normalmente aparece em modelos posicionados acima dos compactos tradicionais.
Pacote ADAS nível 2 reforça segurança do BYD Dolphin SE
A lista de equipamentos de segurança também é um dos pontos fortes.
O Dolphin SE oferece pacote ADAS nível 2, com diferentes sistemas de assistência ao motorista.
Entre eles está o controle de velocidade adaptativo, conhecido como ACC.
O recurso consegue ajustar a velocidade de acordo com o veículo que segue à frente.
Há ainda frenagem autônoma de emergência e assistente de permanência em faixa.
Com isso, o Dolphin SE tenta justificar seu preço não apenas pela motorização elétrica, mas também por um conjunto tecnológico mais completo.
Bateria do BYD Dolphin SE cresce para 45,1 kWh
A bateria continua utilizando a conhecida tecnologia Blade LFP da BYD.
Sua capacidade passou de 44,9 kWh para 45,1 kWh.
O aumento é pequeno e, na prática, não proporcionou uma evolução significativa na autonomia homologada.
Pelo padrão do Inmetro, o Dolphin SE consegue percorrer 272 km com uma carga completa.
Esse é o número oficial que deve ser considerado como referência no mercado brasileiro.
Em teste, autonomia projetada do BYD Dolphin SE chegou a 402 km
Em condições de teste, entretanto, o alcance projetado foi superior.
O resultado chegou a 402 km.
Mesmo assim, quando esse número é comparado aos resultados projetados dos rivais, o Dolphin SE aparece na última posição.
A diferença é pequena diante do Geely EX2, mas cresce consideravelmente quando entram na comparação modelos como GAC Aion UT e MG4 Urban.

Dolphin SE fica atrás dos principais rivais
Considerando os resultados projetados apresentados para os hatches elétricos, a comparação fica assim:
| Modelo | Autonomia projetada |
|---|---|
| BYD Dolphin SE | 402 km |
| Geely EX2 | 425 km |
| Chevrolet Spark | 441 km |
| GWM Ora 5 | 472 km |
| GAC Aion UT | 504 km |
| MG4 Urban | 599 km |
O primeiro rival acima do Dolphin é o Geely EX2, com 425 km.
São 23 km adicionais.
Já o Chevrolet Spark chega a 441 km, enquanto o GWM Ora 5 alcança 472 km.
O GAC Aion UT amplia essa diferença ao chegar aos 504 km.
No topo da tabela aparece o MG4 Urban, com 599 km projetados, ou 197 km a mais do que o Dolphin SE nesse mesmo tipo de comparação.
Autonomia do BYD Dolphin SE precisa ser analisada com cuidado
É importante separar os dois tipos de números.
Os 272 km do Dolphin SE correspondem à autonomia homologada pelo Inmetro, enquanto os 402 km fazem parte de uma projeção obtida em teste.
Por isso, os valores projetados não devem ser confundidos com a autonomia oficial brasileira.
Ainda assim, quando todos os modelos são observados dentro da mesma comparação de alcance projetado, o BYD ocupa a última posição.
Para quem utiliza o carro principalmente na cidade e tem facilidade para recarregar, essa diferença pode ter um peso menor.
Já quem pretende fazer deslocamentos mais longos pode considerar a autonomia um critério decisivo.
Dolphin SE compensa autonomia com equipamentos?
É justamente aí que aparece o principal dilema do BYD Dolphin SE.
Por R$ 159.990, ele entrega uma lista bastante completa, com ADAS nível 2, bancos dianteiros ventilados, ajuste elétrico para o motorista, carregador sem fio de 50 W, chave presencial e faróis de LED.
Ao mesmo tempo, sua bateria de 45,1 kWh oferece 272 km de autonomia oficial pelo Inmetro, enquanto a projeção de 402 km fica abaixo dos rivais apresentados.
Assim, o Dolphin SE pode fazer mais sentido para quem coloca tecnologia, conforto e equipamentos acima da autonomia máxima. Para quem procura percorrer a maior distância possível com uma carga, entretanto, existem concorrentes que apresentam números mais interessantes.
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Sou entusiasta do universo automotivo e acompanho de perto as principais novidades do setor, especialmente quando o assunto envolve carros híbridos e elétricos. Gosto de compartilhar informações sobre tecnologia, inovação, consumo, lançamentos e tendências que estão transformando a mobilidade no Brasil e no mundo.