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Chevrolet Captiva EV surpreende com 476 km na estrada, mas ADAS decepciona

O Chevrolet Captiva EV mostra que a autonomia na estrada pode não ser necessariamente o maior problema de um carro elétrico. Mesmo em um cenário menos favorável para esse tipo de veículo, o SUV apresentou um consumo de energia capaz de projetar até 476 km de alcance durante um dos trechos avaliados.

A experiência, porém, também revelou pontos que ainda precisam de evolução.

O funcionamento do pacote de assistência ao motorista incomodou pelas constantes correções de direção e pela demora para reagir ao trânsito. A central multimídia também chama atenção pelo tamanho, mas ainda exige cabo para Android Auto e Apple CarPlay.

Captiva EV tem motor de 201 cv e bateria de 60 kWh

Montado em Horizonte, no Ceará, o Captiva EV utiliza motor elétrico dianteiro de 201 cv e 31,6 kgfm de torque.

A energia vem de uma bateria de 60 kWh.

Pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, o modelo possui 304 km de autonomia homologada.

Esse é o número oficial utilizado como referência no Brasil. Entretanto, a experiência em estrada mostrou que, em determinadas condições, o alcance projetado pode ser consideravelmente maior.

Chevrolet Captiva EV – Foto: divulgação

Teste projeta 476 km de autonomia na estrada

O primeiro trajeto teve 81 km, entre São Paulo e Indaiatuba, em um teste realizado pelo site Autoesporte.

O Captiva iniciou o percurso com 89% de carga e chegou ao destino marcando 72%.

Portanto, foram utilizados 17 pontos percentuais da bateria para percorrer os 81 km.

Mantendo exatamente essa proporção até o fim da carga, o resultado projetado seria de aproximadamente 476 km.

O número chama atenção porque o teste aconteceu justamente em rodovia, com velocidades variando entre 90 e 100 km/h.

Carros elétricos costumam encontrar condições menos favoráveis nesse tipo de utilização, principalmente porque velocidades maiores aumentam o consumo energético e as oportunidades de regeneração são menores do que no trânsito urbano.

Retorno do Chevrolet Captiva EV mostrou consumo maior

A viagem de volta trouxe um resultado diferente.

Percorrendo novamente os mesmos 81 km, o indicador de bateria caiu de 72% para 50%.

Dessa vez, o Captiva consumiu 22 pontos percentuais da carga disponível.

Ou seja, o gasto energético aumentou na comparação com a ida.

O resultado levanta a possibilidade de variações no consumo ao longo da descarga da bateria, embora apenas essa experiência não seja suficiente para concluir que o Captiva necessariamente se torna menos eficiente à medida que o nível de carga diminui.

Condições de tráfego, temperatura, relevo e outros fatores também podem interferir na autonomia de um elétrico.

Ainda assim, o primeiro trecho mostra que os 304 km homologados pelo PBEV não representam obrigatoriamente o máximo que o veículo pode entregar em uso real.

Chevrolet Captiva EV – Foto: divulgação

Recarga rápida do Chevrolet Captiva EV chega a 120 kW

Quando chega a hora de recuperar energia, o Captiva EV aceita até 6,6 kW em corrente alternada (AC).

Em carregadores rápidos de corrente contínua, a potência máxima sobe para 120 kW.

Segundo a Chevrolet, é possível levar a bateria de 30% a 80% em aproximadamente 30 minutos usando uma estação compatível.

Para quem pretende viajar, a velocidade de recarga passa a ter importância quase tão grande quanto a própria autonomia.

Tela de 15,6 polegadas do Chevrolet Captiva EV ainda exige cabo

Dentro da cabine, um dos elementos mais chamativos é a central multimídia de 15,6 polegadas.

A tela tem boa resolução, respostas rápidas e tamanho suficiente para concentrar as principais funções do veículo.

Existe, porém, uma limitação que destoa de um carro tão tecnológico.

Android Auto e Apple CarPlay funcionam somente por cabo.

Outros modelos de origem chinesa já passaram por problema semelhante, e fabricantes como Leapmotor e Geely fizeram ajustes posteriormente em seus veículos.

Por isso, existe espaço para que a própria Chevrolet aprimore essa integração no Captiva EV.

ACC do Chevrolet Captiva EV faz correções constantes no volante

O ponto mais incômodo do teste apareceu no pacote ADAS.

Ativar o controle de cruzeiro adaptativo e o assistente de faixa é simples. Basta movimentar a alavanca do câmbio para baixo, em um comando semelhante ao utilizado para selecionar a posição “D”.

Depois de acionado, porém, o sistema exige atenção.

O assistente realiza correções frequentes no volante e tende a levar o Captiva para o lado direito da faixa, em vez de mantê-lo centralizado.

A sensação é de que o motorista precisa corrigir constantemente as ações do próprio sistema.

Piloto automático do Chevrolet Captiva EV também demora para reagir

Outro comportamento observado ocorreu quando o trânsito começou a reduzir a velocidade.

Com o ACC acionado, o Captiva demorou para acompanhar a desaceleração dos veículos à frente.

Quando finalmente reduziu a velocidade, a atuação aconteceu de maneira brusca.

O funcionamento dos sensores dianteiros e a calibração do sistema, portanto, ainda poderiam ser mais progressivos.

Esse é justamente o contraste que define a experiência com o Chevrolet Captiva EV: o conjunto elétrico surpreende positivamente ao projetar até 476 km em um trecho rodoviário, mas as assistências eletrônicas ainda não acompanham o mesmo nível de refinamento.

Para quem pensa em viajar com um elétrico, a autonomia mostrou potencial. Já o ADAS deixa claro que ainda há espaço para atualizações antes de o Captiva entregar uma experiência tão madura quanto seus números de alcance sugerem.

E para você, vale o investimento no Chevrolet Captiva EV? Comente!

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