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Jeep Compass renovado resolve os defeitos mais criticados do modelo atual?

O Jeep Compass renovado representa uma mudança importante para um dos SUVs médios mais conhecidos do mercado brasileiro. A atual geração está no país desde 2016 e acumulou mais de 500 mil emplacamentos, mas o tempo também deixou alguns pontos mais evidentes, principalmente espaço traseiro, porta-malas e consumo.

Na Europa, a nova geração já mostra como a Jeep pretende atacar essas críticas. O modelo cresceu, mudou de plataforma, recebeu uma cabine completamente redesenhada e ganhou opções híbridas e elétricas. Para o Brasil, porém, ainda existem dúvidas sobre quais soluções serão realmente adotadas.

Novo Compass ficou bem maior

Uma das principais mudanças está nas dimensões.

O novo Compass chega a 4,55 metros de comprimento, 1,93 m de largura e 2,80 m de entre-eixos.

Na comparação com o modelo atual, são aproximadamente 15 cm adicionais no comprimento, 8,5 cm na largura e expressivos 16 cm a mais na distância entre os eixos.

Esse crescimento resolveu boa parte de uma das principais críticas ao SUV: o espaço para quem viaja atrás.

Segundo a Jeep, há 5,5 cm adicionais para as pernas na segunda fileira, além de maior sensação de espaço para ombros e cabeça.

Existe, contudo, uma pequena contrapartida. Como as baterias das versões eletrificadas ficam sob o piso, o assento traseiro precisa ficar mais baixo. Passageiros altos podem acabar viajando com os joelhos mais elevados.

Ainda assim, o ganho em espaço é significativo.

Foto: divulgação

Porta-malas cresce de 410 para 550 litros

Outra reclamação antiga praticamente desapareceu.

O Compass atual oferece 410 litros de porta-malas, capacidade modesta diante de alguns concorrentes.

Na nova geração, o volume sobe para 550 litros.

São 140 litros adicionais, diferença importante principalmente para famílias que utilizam o SUV em viagens.

O banco traseiro também passa a ser dividido na proporção 40/20/40, permitindo rebater apenas a parte central para transportar objetos compridos sem eliminar os dois lugares laterais.

A tampa possui abertura elétrica e iluminação em LED dos dois lados do compartimento.

Interior finalmente recebe uma grande atualização

A cabine também evoluiu bastante.

O acabamento já era um dos pontos positivos do Compass atual, mas o novo modelo amplia o uso de materiais macios e pode trazer revestimentos em couro, Alcantara ou tecido, dependendo da configuração.

O painel recebe um quadro de instrumentos digital de 10,25 polegadas e uma central multimídia de 16 polegadas.

Outra mudança está no console central, onde a tradicional alavanca de câmbio dá lugar a um seletor giratório.

Com isso, sobra mais espaço para objetos e também para o carregador de celular por indução.

Consumo ainda é a maior dúvida

Se espaço e porta-malas tiveram melhorias claras, o consumo ainda depende da configuração que chegará ao Brasil.

O Compass T270 atual registra, segundo o Inmetro, 7,3 km/l na cidade e 8,6 km/l na estrada com etanol.

Com gasolina, são 10,1 km/l no ciclo urbano e 12,1 km/l no rodoviário.

Na Europa, o novo Compass possui uma configuração MHEV de 48 volts com motor 1.2 turbo, chegando a consumo médio divulgado de 17,1 km/l.

Esse conjunto, porém, não está previsto para o Brasil.

Compass brasileiro pode ganhar híbrido pleno flex

Uma das possibilidades mais importantes para o mercado nacional é o sistema BioHybrid HEV.

A tecnologia deverá utilizar o conhecido motor 1.3 turbo T270 flex em conjunto com motores elétricos.

A expectativa é de potência combinada acima de 200 cv, com foco justamente na redução do consumo.

Como referência, o sistema utilizado no novo Cherokee norte-americano entrega 213 cv e alcança médias próximas de 17,9 km/l com gasolina.

A configuração brasileira, entretanto, terá diferenças e ainda precisa ser detalhada pela Stellantis.

Também existe a possibilidade de uso futuro de uma arquitetura híbrida de autonomia estendida, semelhante à tecnologia REEV da Leapmotor.

Nova plataforma STLA Medium é outro avanço

Na Europa, o Compass abandonou a antiga plataforma Small Wide e passou a utilizar a STLA Medium.

Essa arquitetura também serve de base para modelos como o novo Peugeot 3008 e deverá ganhar espaço dentro da Stellantis nos próximos anos.

A expectativa é que a fábrica de Goiana, em Pernambuco, consiga produzir modelos sobre essa plataforma a partir dos próximos ciclos de investimento.

Por outro lado, ainda existe a possibilidade de o Compass brasileiro manter uma evolução profunda da plataforma atual por razões de custo.

Afinal, os principais defeitos foram corrigidos?

Em dois pontos, a resposta é praticamente sim.

O espaço interno melhorou bastante e o porta-malas passou de 410 para 550 litros, resolvendo duas reclamações recorrentes da geração atual.

O consumo, por outro lado, ainda é uma incógnita para o Brasil.

Se o futuro Compass nacional realmente adotar um sistema híbrido pleno flex eficiente, esse também poderá deixar de ser um dos pontos fracos do SUV. Até a definição da configuração brasileira, porém, essa é justamente a principal resposta que ainda falta.

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