Arreda aí

ORA 5, Atto 2 e JAC irritam clientes com atrasos; veja prazos

A espera por alguns dos lançamentos chineses mais aguardados de 2026 começa a incomodar consumidores brasileiros. GWM Ora 5 e BYD Atto 2 acumulam relatos de demora na entrega, enquanto compradores tentam entender quando os veículos realmente chegarão às concessionárias.

Os casos têm origens diferentes. No Ora 5, a própria procura acima do esperado pressionou os estoques. Já no Atto 2, clientes relatam mudanças sucessivas nas previsões fornecidas pelas lojas. Há ainda situações mais graves envolvendo compradores da JAC, que afirmam esperar há meses por veículos já financiados.

Quando o GWM Ora 5 volta a ter estoque normal?

A GWM enfrenta dificuldades para acompanhar a procura pelo Ora 5. A demanda pelo SUV elétrico cresceu rapidamente e algumas concessionárias chegaram a interromper novos pedidos para evitar aumentar ainda mais a fila.

A previsão é que os estoques sejam normalizados somente em janeiro de 2027.

GWM Ora 5: Foto: Divulgação
GWM Ora 5: Foto: Divulgação

Mesmo com a disponibilidade limitada, o modelo vem registrando bons números. Entre junho e agosto de 2026, foram 1.810 unidades emplacadas, segundo dados da ABVE apresentados no material. O desempenho ajuda a explicar por que a oferta disponível não acompanhou a procura inicial.

Quer saber mais detalhes? Assista ao vídeo abaixo:

E quando começam as entregas do BYD Atto 2?

A situação do BYD Atto 2 também exige paciência.

A BYD abriu a pré-venda em junho e informou inicialmente que as entregas começariam entre três e quatro meses depois. Cerca de 100 dias após o início das vendas, porém, consumidores ainda relatavam espera e alterações nas datas informadas pelas concessionárias.

Lojistas chegaram a trabalhar inicialmente com setembro como previsão de chegada. Depois, algumas lojas passaram a indicar outubro. Consumidores de São Paulo, Paraná, Paraíba, Mato Grosso do Sul e Piauí publicaram relatos sobre a demora.

Isso não significa necessariamente que todos os pedidos estejam atrasados pelo mesmo período. O prazo pode variar conforme versão, região, lote disponível e posição do comprador na lista da concessionária.

JAC tem situação ainda mais delicada

Os relatos envolvendo a JAC chamam atenção porque alguns compradores afirmam esperar meses pelos veículos.

Em um dos casos, uma concessionária teria informado prazo inicial de 45 dias e posteriormente atribuído a demora a problemas na importação. A loja também teria oferecido pagar temporariamente as parcelas do financiamento enquanto o carro não fosse entregue, mas a cliente afirma que o acordo não foi cumprido.

O que fazer se o carro não chegar no prazo?

O consumidor não precisa simplesmente aceitar adiamentos indefinidos.

Em caso de descumprimento da oferta, ele pode buscar a entrega do veículo, outro produto equivalente ou o cancelamento da compra com devolução dos valores pagos, conforme as circunstâncias do contrato. Se a empresa não apresentar uma solução, Procon e Consumidor.gov.br estão entre os canais disponíveis.

Também vale guardar contrato, comprovantes, previsão de entrega, protocolos, conversas de WhatsApp, e-mails e comprovantes das parcelas. Esses registros ajudam a demonstrar exatamente o que foi prometido durante a negociação.

Antes de comprar um lançamento com disponibilidade limitada, vale perguntar à concessionária se o carro já está no Brasil, se existe uma unidade destinada ao pedido, se há número de chassi e quando o próximo lote realmente será recebido. Essas respostas ajudam a diferenciar uma estimativa comercial de uma entrega já encaminhada.

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