A Mitsubishi Triton ganhará uma versão híbrida inédita e abrirá uma nova etapa na estratégia de eletrificação da marca japonesa. A fabricante já confirmou o projeto, mas ainda mantém em segredo informações importantes sobre motorização, desempenho e data de lançamento.
A novidade nascerá na Tailândia, uma das principais bases industriais da Mitsubishi no mundo. Depois da estreia local, a empresa poderá levar a picape eletrificada para outros mercados, enquanto o Brasil surge entre os possíveis destinos.
Investimento bilionário impulsiona a nova Triton

Takao Kato, CEO da Mitsubishi, confirmou o desenvolvimento da nova Mitsubishi Triton híbrida durante uma reunião com Anutin Charnvirakul, primeiro-ministro da Tailândia.
A montadora pretende investir 16 bilhões de baht no país até 2030. Em conversão direta, o valor representa cerca de R$ 2,4 bilhões.
Com esse investimento, a Mitsubishi reforçará sua produção de modelos eletrificados e ampliará o papel da Tailândia dentro da operação global da empresa.
Inicialmente, a marca lançará a picape no mercado tailandês. Depois disso, poderá exportar o modelo para outras regiões que já recebem veículos produzidos no país.
Por enquanto, a empresa não informou quando iniciará as vendas. Além disso, a Mitsubishi ainda não confirmou oficialmente a chegada da versão híbrida ao Brasil.
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A Mitsubishi não detalhou o conjunto mecânico da nova picape. Entretanto, informações divulgadas pela própria marca em anos anteriores indicam que o projeto poderá combinar eletrificação com o atual motor 2.4 turbodiesel.
Durante o lançamento da geração atual da Triton, em 2023, executivos da fabricante já citavam uma versão híbrida como uma solução de curto prazo.
Naquele momento, a Mitsubishi estudava o uso de um sistema híbrido pleno, conhecido como HEV. Essa tecnologia permitiria aproveitar a estrutura atual da picape e reduzir a necessidade de grandes alterações na plataforma.
Dessa forma, a marca conseguiria eletrificar a Mitsubishi Triton antes de desenvolver uma futura versão totalmente elétrica.
Como funcionaria o sistema híbrido pleno?
Em um veículo híbrido pleno, o motor elétrico auxilia o propulsor a combustão e também pode movimentar o veículo sozinho em determinadas situações.
Além disso, o próprio conjunto mecânico recarrega a bateria durante o uso. O sistema também recupera energia nas desacelerações e frenagens.
Por isso, o motorista não precisa conectar a picape a uma fonte externa de energia.
Essa solução utiliza baterias menores do que aquelas instaladas em modelos híbridos plug-in. Consequentemente, o sistema tende a ocupar menos espaço e adicionar menos peso ao veículo.
Mitsubishi chegou a estudar uma Triton plug-in

A fabricante também analisou a possibilidade de desenvolver uma Mitsubishi Triton híbrida plug-in, conhecida pela sigla PHEV.
Esse tipo de veículo utiliza baterias maiores e permite recarga externa. No entanto, o projeto encontrou obstáculos técnicos e financeiros.
O peso das baterias poderia comprometer características importantes da picape, como capacidade de carga, distribuição de peso e desempenho fora de estrada.
Além disso, os engenheiros enfrentariam dificuldades para acomodar todos os componentes no chassi atual.
Por esses motivos, a Mitsubishi passou a enxergar o sistema HEV como uma alternativa mais simples e viável. Mesmo assim, a empresa ainda não confirmou publicamente qual tecnologia chegará ao modelo final.
Novo Pajero poderá compartilhar a motorização
A Mitsubishi também poderá instalar o novo conjunto híbrido na próxima geração do Pajero.
O SUV utilizará a mesma plataforma da Triton. Portanto, a marca poderá compartilhar motores, componentes elétricos e soluções estruturais entre os dois veículos.
Essa estratégia ajuda a reduzir custos de desenvolvimento e acelera a produção de novos modelos.
A Mitsubishi planeja apresentar a nova geração do Pajero no início de setembro. Contudo, a fabricante ainda não revelou quando oferecerá a versão híbrida do utilitário.
Concorrentes apostam em soluções diferentes

O segmento de picapes médias já reúne diferentes tipos de eletrificação. A BYD Shark combina um sistema híbrido plug-in com motor a gasolina. A Ford também desenvolve versões eletrificadas da Ranger com tecnologia semelhante.
Enquanto isso, a Toyota escolheu um sistema híbrido leve para a Hilux. Nesse caso, um pequeno motor elétrico auxilia o propulsor 2.8 turbodiesel, mas não consegue movimentar a picape sozinho.
A Chery, por outro lado, apresentou a Stockman com um conjunto híbrido plug-in associado a um motor diesel.
Nesse cenário, a Mitsubishi Triton poderá ocupar uma posição diferente ao unir um sistema híbrido pleno ao motor turbodiesel.
No entanto, a marca ainda precisa divulgar potência, torque, consumo, autonomia e capacidade de carga da nova versão.
Mitsubishi Triton híbrida entra em uma nova disputa
A Mitsubishi Triton híbrida representa um passo importante para a fabricante no mercado de picapes eletrificadas.
O investimento na Tailândia confirma que a marca pretende ampliar rapidamente sua linha de veículos híbridos. Além disso, o projeto poderá servir de base para outros modelos, incluindo o novo Pajero.
A Mitsubishi ainda guarda vários detalhes técnicos, mas os planos anteriores da empresa apontam para a combinação entre um sistema HEV e o motor 2.4 turbodiesel.
Agora, o mercado aguarda a apresentação oficial para descobrir quando a nova picape chegará às ruas e quais países receberão o modelo depois da estreia na Tailândia.
Sou Vanessa Giselle, redatora do Portal Sua Rotina, onde acompanho e produzo conteúdos sobre o universo das motos, lançamentos, mercado e tendências do setor. Agora, trago essa bagagem também para o mundo dos carros, com foco em informações úteis, novidades, tecnologia, consumo e tudo que ajuda o leitor a entender melhor o mercado automotivo.